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Calor em Parauapebas a um triz de fritar ovo no asfalto

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A temperatura máxima de agosto para a cidade de Parauapebas chegou a 39 graus às 14 horas deste domingo (23), um recorde para o mês que se repetirá nos próximos dias, de acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Esses 39 graus representam quatro graus a mais que a máxima média, indicada em 1985, quando as medições de temperatura no município começaram a ser feitas.


Considerada cidade “mais fria” que Marabá, que tem um verão de julho e agosto que pega fogo, Parauapebas será, desta segunda (24) a quinta (27), pelo menos um grau mais quente que sua cidade-mãe. E a sensação térmica – que por razões como umidade, densidade e velocidade do vento difere da temperatura normal – bateu 42 graus neste domingo na “Capital do Minério”.

São vários e históricos os fatores que fazem Parauapebas cada vez mais quente. E o asfalto, que cobre 63,75% da área urbana, agrava a sensação de calorão, que se espalha devido à falta de árvores para sombrear os espaços.

Um estudo do Departamento de Ciências Florestais (LCF) da Escola Superior de Agricultura ‘Luiz de Queiroz’ (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), mostra que a população sente mais calor por estar mais próxima da superfície que possui a maior concentração de temperatura. E, neste caso, é o asfalto o vilão, por ser mais quente e a área mais baixa da cidade, responsável por acumular e transmitir o calor chão afora, o que causa desconforto na população.

No asfalto de Parauapebas, aliás, é quase possível fritar um ovo. Isso se explica devido ao fato de que, quando a temperatura normal atinge 39 graus, o asfalto ganha de 20 a 40 graus adicionais, dependendo da qualidade do material asfáltico. Por ser preto, o asfalto não reflete espectro de luz solar e vai absorvendo o calor lentamente.

Assim, num asfalto de 79 graus tinindo em Parauapebas, entre as 14 e as 16 horas do dia, um ovo vai sofrer bastante porque, já aos 60 graus, as moléculas da clara começam a se agrupar e a enrijecer. Mas ainda vão faltar 11 graus para que o ovo ganhe, de fato, consistência de frito. Ainda assim, não está muito distante disso ocorrer nos próximos dias, visto que, conforme o Inmet, a temperatura ainda vai aumentar e fazer muita gente suar.

Reportagem especial: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar
Foto: Arquivo

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