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Campanha do Laço Branco encerra programação dos 16 dias de ativismo

A ação aconteceu na portaria que dá acesso ao núcleo de Carajás

Dia 06 de dezembro é o dia nacional de mobilização dos homens pelo fim da violência contra mulher, e para marcar a data, foi realizada na tarde da última quarta-feira (6), a Campanha do Laço Branco. A ação encerrou a programação dos “16 Dias de Ativismo”, que visa sensibilizar os homens pelo fim da violência contra as mulheres.


O local escolhido foi a portaria que dá acesso às minas de Carajás, devido ao grande fluxo de homens que descem e sobem a serra, na sua maioria para trabalhar. Segundo Vanuza Pereira, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Parauapebas, ações como esta buscam conscientização a sociedade sobre a não violência.
“O nosso papel é estar ao lado da mulher sempre que elas precisam. Desenvolvemos atividades educativas e de conscientização para prevenir ações de violência. Neste momento a sensibilização é voltada aos homens, mas a vigilância e combate a essa violência deve ser constante”, ressalta Vanuza.

Anualmente a campanha é realizada na cidade e conta com o apoio de vários parceiros, entre eles, a OAB. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Parauapebas, David Benassor, relatou que o órgão tem um setor especifico para tratar da demanda jurídica no que diz respeito à mulher vítima da violência.
“Essas mulheres não podem se calar, têm que denunciar. E isso pode ser feito, não apenas no Ministério Público, mas também na OAB Mulher que recebe as demandas e encaminha para as autoridades competentes”, conta David.

A Guarda Municipal de Parauapebas participou ativamente da mobilização, em especial os homens. Um momento considerado bastante significativo. De acordo com J. Silva, a corporação deverá atuar de forma mais intensa nas ações de prevenção à violência contra mulher na Patrulha Maria da Penha, para ele, a conscientização é o caminho.
“Os homens devem respeitar mais o espaço das mulheres e incentivar que elas busquem os seus direitos”, ressalta o guarda municipal.

Para a secretária municipal da Mulher, Ângela Pereira, o trabalho de conscientização com os homens é fundamental para se alcançar a redução no índice de violência.
“Quando se conscientiza um homem, ele mesmo é capaz de repassar isso para a sociedade. Estamos satisfeitos com as atividades que desenvolvemos nos 16 dias de ativismo, lutando e levando a mensagem que a mulher tem que ser tratada com carinho e não com violência”, conclui a secretária.

Sobre a Campanha do Laço Branco

No dia 6 de dezembro de 1989, um homem de 25 anos entrou armado na Escola Politécnica de Montreal, no Canadá. Ao chegar em uma sala de aula, ele ordenou que os homens se retirassem e atirou contra as mulheres matando 14 delas. Depois ele saiu atirando pelos corredores e gritando “Eu odeio as feministas”. Pouco depois suicidou-se.

O crime, que ficou conhecido como o “Massacre de Montreal”, mobilizou a opinião pública e desencadeou um amplo debate sobre as desigualdades entre homens e mulheres e a violência gerada por esse desequilíbrio social.

Após o incidente um grupo de homens se organizaram para dizer que existem homens repudiam essa violência. Eles elegeram o laço branco como símbolo, lançando a primeira Campanha do Laço Branco.

O dia 06 de dezembro foi instituído, em 2007, no Brasil, como o Dia de Mobilização do Homem pelo Fim da Violência contra Mulher.

Reportagem: Anne Costa / Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

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