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Canaã dos Carajás tem pior desempenho da história; Sossego acaba em 2024

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Da região de Carajás também emana outra dádiva: o cobre, cuja tonelada amanheceu nesta terça-feira (13) no valor de 5.757 dólares. Apesar disso, os municípios produtores apresentam comportamento distinto.

Em Marabá, rei do cobre, as exportações de 2016 apresentam declínio em relação aos números do ano passado. De janeiro a novembro deste ano, o principal município do sudeste paraense exportou 984,4 milhões de dólares ante 1,02 bilhão no mesmo período de 2015.


Atualmente, 92,9% da pauta de exportações de Marabá são dominados pelo minério de cobre e seus concentrados, o que vai tornando a reputação negocial do município no exterior extremamente dependente de um único produto. Mas se, sem cobre, meia década atrás Marabá mal figurava na lanterna entre os 100 maiores exportadores brasileiros; agora, com o produto, é o 32º no listão dos mais importantes do país.

Seu objeto de desejo tem apreço especial por parte de alemães (que consomem 30% do cobre produzido em Salobo ou 294,77 milhões de dólares), poloneses (que compram 22% do cobre ou 216,5 milhões de dólares) e suecos (que importam 20,5% ou 200,97 milhões de dólares) e o tornou o maior produtor nacional dessa commodity. Este ano, já foram retirados das entranhas marabaenses 444 mil toneladas de minério de cobre, um recorde nacional que dificilmente será superado nos anos seguintes por outro município — a não ser por ele mesmo.

O cobre é, por outro lado, motivo de inferno astral a Canaã dos Carajás que, no momento, ainda vive de lavrar esse metal. É que o projeto Sossego está devagar, quase parando. E isso, consequentemente, implica menos royalty ao caixa da prefeitura local.

Desde 2004, quando o Sossego passou a produzir a plenos pulmões, Canaã sempre esteve no pelotão dos “tops” da balança comercial brasileira. Por muitos anos, foi o maior produtor nacional.
Este ano, porém, o município caiu para o 102ª lugar entre os exportadores, a pior colocação em mais de uma década. As exportações totalizam 358,5 milhões de dólares de janeiro a novembro, contra 560 milhões de dólares no ano passado, queda colossal de 36%, a maior do Pará e que, futuramente, vai derrubar a totalização matemática do Produto Interno Bruto (PIB) local. A produção física despencou de 373,2 mil toneladas de minério de cobre para 290,4 mil toneladas, o que justifica o fracasso nos números em dólar.

Não fosse o projeto S11D, que vai passar a operar nas próximas semanas, Canaã dos Carajás estaria condenado a fechar as portas. Mesmo com a retração do Sossego, sinalizando a clara exaustão da jazida de cobre em Canaã, muitos moradores da região relutam em enxergar que recursos minerais são finitos e que, por isso mesmo, projetos megalomaníacos chegam ao fim sem avisar ou dar satisfação.

A Vale já relatou, de maneira bem lúcida e clara, na página 75 de seu Relatório Anual 2015 entregue em março deste ano a investidores de suas ações na Bolsa de Nova Iorque: em 2024, o Sossego pendura as chuteiras. E como dizem no Nordeste para não delongar um assunto óbvio, “morreu Maria Preá”.

Reportagem: André Santos / Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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