Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

Canaã quer conquistar mercado brasileiro do mel

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Ano passado Canaã dos Carajás, na região sul do Pará, produziu onze toneladas de mel de abelha. A qualidade do produto já alimenta a fabricação de pães, doces, geleias, sorvetes nas cidades vizinhas e pode alcançar ainda outros ramos da economia como a farmacologia e indústria de cosméticos espalhadas pelo Brasil. O mel das abelhas africanizadas, espécie preferida dos apicultores de Canaã pelo alto grau de produção, tem baixíssimo teor de sacarose, um ponto importante para o consumo humano porque não oferece riscos à saúde e pode ser utilizado até por portadores de diabetes. O mel de Canaã já detém o selo de qualidade e de inspeção sanitária do município e aguarda o mesmo documento do Estado e da União até o final deste ano.

Segundo Luis Rodrigues, presidente da Associação dos Apicultores de Canaã, a meta dos produtores é fazer que o brasileiro descubra e consuma o mel de Canaã em maior escala. O produto tem dois períodos de safra: dezembro a março, quando ocorre a “safrinha”, e de março a abril, que é o período da grande safra. As duas ocasiões estão associadas ao fenômeno das floradas dos “Espinheiros”, que são as árvores onde as abelhas colhem o pólen das flores. No sul do Brasil, segundo Luis Pinheiro, as floradas são maiores nas “Laranjeiras”, o que resulta num mel com qualidade e sabor diferenciados. “O nosso mel é muito diferente, tem grande qualidade e pode ser consumido da forma que a pessoa quiser, ou seja, com pães, bolos e sorvetes e tudo mais”, disse.


O mercado do mel de Canaã envolve mais de 50 produtores reunidos na Associação. O trabalho deles antecede ao frenesi da  indústria da mineração, que segundo o presidente Luis Rodrigues, acabou colaborando com desenvolvimento do trabalho, uso de tecnologia e aprendizado para melhorar a produção e organizar o mercado. “Muita gente fala que o minério não é uma economia sustentável, mas através do rendimento do minério que Canaã recebe, estamos conseguindo desenvolver outras atividades rentáveis e de economia sustentável, com grande agregação de valores; então isso torna o minério sustentável também”, avalia Rodrigues.

Além do mel “in natura” embalado em pequenos frascos com capacidade de 5ml, 10ml e até um litro, e, em bisnagas, os produtores também desenvolvem receitas caseiras de pães, bolos e sorvetes. O Luis, por exemplo, tem a receita de geleia de cupuaçu, castanha do Pará e mel. Nas padarias da cidade, o pão de mel é oferecido aos consumidores e sua qualidade e sabor mantêm o segmento aquecido. A expectativa dos produtores é alcançar outras praças brasileiras. A divulgação fica por conta dos consumidores e da tradição de comprar o mel em Canaã e levá-lo para uso próprio ou presente. “Como em Canaã tem muita gente de fora, nós acreditamos que por meio deles nosso mel chegue mundo afora”, disse o presidente Luis Rodrigues.

Feira – A associação de Apicultores de Canaã dos Carajás e a Federação Paraense dos Apicultores aproveitaram o período da Feira de Negócios e Festival de Gastronomia (IV Fenecan), que está sendo realizada em Canaã até este domingo (6), para realizarem também a Feira de Produtos e Serviços (Apipará 2019). O evento reuniu mais de 400 pessoas entre palestrantes, expositores e convidados especiais. Foram quatro dias de debates, seminários, exposição e comercialização de produtos relacionados a produção do mel.

Na Feira, instalada no Complexo do Bosque Gonzaguinha, os visitantes puderam conhecer a colmeia e os equipamentos de segurança utilizados pelos produtores. A novidade ficou por conta do macacão dor de rosa, criado para uso das mulheres apicultoras. Segundo Luis Rodrigues, o balanço das atividades foi positivo. O próximo encontro dos apicultores do Pará será na cidade de Santarém, região Oeste paraense, em 2020.

Publicidade

Veja
Também