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CARTEIRA ASSINADA: Desemprego é vilão em Marabá e Parauapebas; Canaã segue empregando

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Os números da geração de emprego no Brasil, para os primeiros cinco meses deste ano (de janeiro a maio), divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, são de arrepiar nas duas principais aglomerações humanas do Sudeste Paraense, que são os municípios de Marabá e Parauapebas.

Em Marabá, o mais populoso da região, pelo menos 57 trabalhadores foram demitidos por dia, ao passo que 49 tiveram a sorte de assinar carteira. Na ponta do lápis, o saldo está negativo em 1.290 postos de janeiro a maio. São R$ 7,91 milhões em massa salarial que deixaram de circular no comércio marabaense no período diante desse horror de desempregados.


Parauapebas lidera, de longe, o ranking do desemprego, com 11.461 pessoas demitidas no período. A ex-retumbante “capital regional do emprego” deu oportunidade a 9.968 trabalhadores, mas se viu às voltas com um saldo negativo de 1.493 postos. O caso de Parauapebas é ainda mais preocupante porque, entre 2010 e 2012, o município chegou a ter cerca de 50 mil trabalhadores com carteira assinada, quando sua população total era estimada em 160 mil pessoas. Em 2015, a mão de obra formal diminuiu para 42 mil trabalhadores, mas a população cresceu e já bate a casa dos 190 mil habitantes. No cruzamento entre os números populacionais e de mão de obra empregada, isso significa crescimento de desemprego na ordem de 41% em apenas três anos.

As consequências imediatas são sentidas de maneira mais deletéria no comércio local. É que, com 8.000 trabalhadores formais a menos, R$ 133 milhões em massa salarial deixaram de girar por ano. Nos últimos três anos, R$ 400 milhões saíram de circulação na praça comercial da “Capital do Minério”. É um baque e tanto sentido pelas lojas e até pelos bancos, cujas 14 agências, em seu conjunto, viram o montante de depósitos à vista despencar drasticamente, conforme aponta relatório mais recente do Banco Central, referente a abril deste ano.

BEM, OBRIGADO
Quem não está nem aí com o fantasma do desemprego na região – diga-se de passagem, o único município a escapar e a brilhar na criação de postos – é o pequeno notável Canaã dos Carajás. Na contramão da vovó Marabá e da mãezona Parauapebas, a jovem “Terra Prometida” segue firme liderando a criação de postos no Pará.

De janeiro a maio, Canaã empregou dois pais de família por hora. Foram 6.886 vagas criadas no período, com variação absoluta positiva de 2.564 empregos. A situação de Canaã, que segue embalado pelas obras de dois grandes projetos da mineradora Vale (o S11D e o Ramal Ferroviário Sudeste do Pará), é tão boa que lá, de cada dois habitantes (inclusive criancinhas de colo), uma está empregada. A massa trabalhadora formal é de 15 mil pessoas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima em 35 mil habitantes a população de Canaã para 2015.

‘PARÁ’ TUDO
Seguindo a tendência do Brasil, que, de janeiro a maio, apresentou saldo negativo de 278.334 postos de trabalho e o pior maio dos últimos 23 anos, o Pará parece que também parou.
No período, o Estado mais populoso da Amazônia criou 137.688 vagas, mas dispensou 149.989. No frigir dos ovos, o Estado, de grande gerador de emprego até bem pouco tempo, está se tornando um bolsão de desempregados, com saldo negativo de 12.301 vagas. É mole ou quer mais?

Reportagem especial: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar
Foto: Arquivo

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