Casa da Cultura de Canaã celebra o Mês do Índio

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A cultura paraense é marcada por forte influência indígena. A contribuição do povo mais antigo no solo brasileiro pode ser notada na cerâmica marajoara, nos pratos típicos como a maniçoba e o tacacá, no carimbó e até nas palavras incorporadas ao português, como o próprio nome do Estado. Sim, a palavra Pará é de origem indígena e significa rio-mar em tupi-guarani.

Em reconhecimento ao papel dos indígenas na formação da cultura brasileira, especialmente a paraense, a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás celebrará o Mês do Índio em abril. A intenção é valorizar e disseminar as tradições indígenas, desde as narrativas infantis e lendas, até o significado das pinturas corporais e as características dos povos que moram no sudeste do Pará.


Quem estará à frente das oficinas, contação de histórias e palestras são artistas indígenas e especialistas na área. Para localizá-los, a Casa da Cultura entrou em contato com aldeias, associações, fundações, instituições de apoio e proteção e, ainda, departamentos de universidades paraenses que trabalham com esta temática.

Segundo o gestor da Casa da Cultura, Fernando Guerra, valorizar, disseminar e dar acesso à cultura indígena é de vital importância para o reconhecimento de um dos pilares mais importantes da construção do que é ser paraense e brasileiro. “O protagonismo é uma questão central nas ações da Casa da Cultura. Ter artistas indígenas e especialistas que tratam desta temática é valorizar o local de fala destes interlocutores”, afirma.

Como participar?

A programação da Casa da Cultura de Canaã dos Carajás é gratuita e on-line. Qualquer pessoa com acesso à internet pode participar. Basta enviar mensagem ou ligar para um desses números: (94) 99160-8186 e (94) 99220-3451.

Os participantes das palestras e oficinas têm direito a certificado.

 Programação

Contação de história

Como nasceram os vagalumes?

Data: 13 de abril, às 20h

Autor: Paikure Ikpeng, representante da etnia Ikpeng

Contadora: Alana Lima

A lenda do milho para o povo Tabajara

Data: 20 de abril, às 20h

Autora e contadora: Auritha Tabajara, representante da etnia Tabajara

O uirapuru – lenda do folclore brasileiro

Data: 24 de abril, às 20h

Autor: Waldemar Henrique

Contador: Sulivan Wainer Neto (intérprete de Libras – Língua Brasileira de Sinais)

Oficinas

Biojoias

Data: 13 a 16 de abril, às 20h

Oficineira: Claudene Brito

Grafismo indígena

Data: 27 a 30 de abril, às 20h

Oficineira: Kuanadiki Karaja, representante da etnia Karaja

Palestra

 Os povos indígenas do sudeste do Pará: história, cultura e pluralidades

Data: 19 de abril, às 20h

Palestrante: Irana Calixto, mestre em Antropologia (UFPA – Universidade Federal do Pará)

Sobre a Casa da Cultura de Canaã
O espaço cultural foi criado e é mantido pela Vale e, agora, integra o Instituto Cultural Vale. A Casa da Cultura desempenha papel de guarda e registro do acervo histórico do município, e de difusor cultural na região. Nesse sentido, promove exposições, exibições de filmes, clubes de leitura, contações de história, espetáculos de música, dança, circo e teatro, além de manter uma escola de música e dança, onde crianças e jovens têm a oportunidade de participar, de forma gratuita, de aulas de ballet clássico, canto, violão, flauta doce, musicalização infantil e percussão tradicional paraense.

 Sobre o Instituto Cultural Vale
O Instituto Cultural Vale é um instrumento de transformação social com o propósito de democratizar o acesso e fomentar a arte, a cultura e o desenvolvimento das expressões artísticas regionais. Com o objetivo de gerar impacto positivo na vida das pessoas e construir um legado para futuras gerações através da produção cultural, tem, sob sua gestão uma rede de espaços culturais próprios com visitação gratuita, atuação junto a escolas e organizações sociais, com identidade e vocação únicas, como a Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA) e ainda, o Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES) e Centro Cultural Vale Maranhão (MA). Fechados temporariamente desde março de 2020 em função da pandemia da Covid-19, estes espaços mantêm programação on-line gratuita em seus canais próprios, para conservar vivo o diálogo com seus públicos.

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