Crime brutal que chocou a região volta à tona quase 12 anos depois. Douglas Pantoja Corrêa confessou ter estuprado e esfaqueado a ex-namorada na Praça da Bíblia

Esta quarta-feira (20) está sendo marcada por um misto de clamor por justiça e lembranças dolorosas no Fórum de Parauapebas. Senta no banco dos réus, para enfrentar o Júri Popular, o homem acusado de cometer um dos crimes de maior repercussão da história recente do município: o brutal assassinato da estudante Bárbara Lira Ferreira, de apenas 13 anos, ocorrido em novembro de 2014.
Douglas Pantoja Corrêa, que na época do crime tinha 21 anos, é julgado por homicídio qualificado por motivo fútil (ciúmes), respondendo também por estupro de vulnerável como crime conexo.
Relembre o caso
O crime que ceifou a vida de Bárbara ocorreu na noite de 22 de novembro de 2014. A garota foi encontrada sem vida nas proximidades da Praça da Bíblia, região conhecida como Morro dos Ventos. O corpo apresentava sinais de violência sexual e ferimentos fatais provocados por facadas no pescoço e no coração.
As investigações da Polícia Civil revelaram que Douglas era ex-namorado da vítima. Ambos congregavam na mesma igreja evangélica na cidade. Inconformado com o fim do relacionamento e com o fato de a adolescente estar namorando outra pessoa, ele, motivado por ciúmes, marcou um encontro com Bárbara.

Na noite do crime, Douglas buscou a garota em uma motocicleta Honda Biz e a levou até o Morro dos Ventos. Em seu depoimento na época, ele confessou que manteve relações sexuais com a vítima e, logo em seguida, a esfaqueou. As autoridades policiais destacaram que, mesmo sob alegação de consentimento por parte do autor, o ato configurou estupro de vulnerável (agora julgado como crime conexo), uma vez que a vítima era menor de 14 anos.
A prisão em 2014
A captura de Douglas Pantoja ocorreu uma semana após o crime, no dia 29 de novembro de 2014, graças a um intenso trabalho de inteligência conduzido pelos delegados Marcelo Delgado (então superintendente regional) e Thiago Carneiro.
Com a prisão preventiva decretada pelo juiz criminal Líbio Moura, os policiais localizaram o acusado no município de São Domingos do Araguaia, a cerca de 210 quilômetros de Parauapebas. A equipe da Polícia Civil, trabalhando descaracterizada, prendeu Douglas no momento em que ele se dirigia para a igreja na companhia dos pais. Ele não esboçou reação.
Com o réu confesso, a polícia encontrou o aparelho celular de Bárbara Lira, o que consolidou as provas materiais do crime, juntamente com a motocicleta utilizada na noite do assassinato.
À época, a elucidação rápida do caso também serviu para inocentar o namorado de Bárbara, que chegou a ser julgado e atacado injustamente pelo “tribunal da internet” nas redes sociais.
O Portal Pebinha de Açúcar acompanha o andamento da sessão no Fórum de Parauapebas e trará, assim que proferido, o resultado da sentença e a decisão dos jurados sobre o futuro do réu.









