CASO DAYSE DYANA: Mãe da vítima pede que julgamento seja em Parauapebas

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Os advogados de acusação e a mãe da funcionária pública Dayse Dyana Sousa e Silva, de 35 anos, que foi morta no dia 31 de março de 2019, irão pedir para que o julgamento de Diógenes dos Santos Samaritano, ex-companheiro acusado de matar a moça, aconteça em Parauapebas. A informação foi confirmada pela advogada Ilma Lemos, mãe de Dayse Dyana Sousa.

De acordo com Ilma Lemos, a Justiça de Parauapebas reconheceu que Diógenes é mesmo o autor do crime através da pronúncia. A sentença de pronúncia é uma decisão que não põe fim ao processo: ela apenas decide que existem indícios de um crime doloso contra a vida e que o acusado pode ser o culpado e que, por se tratar de um crime doloso contra a vida, o processo será julgado por um tribunal do júri e não por um juiz sozinho.


O acusado e seus advogados entraram então com recurso negando a autoria do crime e pedindo o desaforamento do processo, ou seja, que ele seja tramitado e julgado em outro lugar, no caso, em Belém. “Sabemos que as manobras são feitas mas acreditamos que o Tribunal irá negar esse pedido”, declarou Ilma.

“Acreditamos também que Parauapebas consegue, e tem, tanto condições logísticas, quanto estruturais para receber o Tribunal do Júri, contamos com o apoio de toda a população para que nos ajude a pedir ao Tribunal que faça sim justiça, trazendo este julgamento para Parauapebas”, salientou Ilma Lemos.

 

Quanto à demora no julgamento desse processo segundo Ilma Lemos, está ocorrendo justamente porque o advogado de defesa de Diógenes dos Santos Samaritano está utilizando de recurso para procrastinar o processo para que, segundo ela, haja a demora, e a população esqueça do fato. “Estivemos no Tribunal no período da pandemia e pedimos com que a desembargadora que era vice-presidente do Tribunal que ela analisasse e observasse a movimentação processual que estava parada há quase seis meses. Graças a Deus que ela nos ouviu e o processo está tramitando regularmente”, declarou.

Ilma Lemos ainda lembrou que recentemente foi lembrado, no último dia 25 de novembro, o “Dia de Não Violência Contra a Mulher” e salientou a importância da população denunciar casos de violência. “A população tem sim que se manifestar contra qualquer ato que ver, que ouvir ou presenciar de uma mulher sendo violentada em seu direito seja ele qual for”, destacou. “Quando uma mulher é ceifada ou violentada toda a sociedade sofre, a família sofre”, declarou.

O CRIME

No dia 31 de março de 2019 um crime com características de feminicídio pegou as comunidades de Marabá e Parauapebas de surpresa. A funcionária pública Dayse Dyana Sousa e Silva, 35 anos, foi empurrada da varanda da casa onde morava em Parauapebas e acabou morrendo ali mesmo. O marido de Dayse, o agente de trânsito do Detran e ex-DMTU, Diógenes dos Santos Samaritano, foi acusado de matar a esposa. Ele foi preso e autuado em flagrante por crime de feminicídio.

 

O réu Diógenes teve pedido de liberdade em habeas corpus negado pela Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) no início do ano de 2020.

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