Caso de violência doméstica: Justiça mantém prisão de empresário e defesa recorre da decisão em Parauapebas

Foto: Divulgação

Acusado de agressão e cárcere privado contra a companheira, A.M.S.M. foi encaminhado ao Complexo VS-10 após audiência de custódia; advogado de defesa afirma que entrará com petições pertinentes

O desfecho da audiência de custódia realizada na manhã desta terça-feira (14) confirmou a manutenção da prisão do empresário A.M.S.M., detido pela Polícia Militar na última segunda-feira (13) sob a acusação de agredir e manter em cárcere privado a sua companheira no Bairro Guanabara.

Após a análise judicial, a prisão foi mantida e o acusado foi encaminhado para a unidade prisional no Complexo VS-10, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A versão da defesa
A equipe de reportagem do Portal Pebinha de Açúcar conversou com o advogado de defesa do empresário e ele confirmou que a audiência de custódia ocorreu nas primeiras horas do dia e que, apesar da manutenção da prisão, a defesa já prepara as medidas cabíveis.

“A defesa já irá entrar com as petições pertinentes para que a situação possa ser analisada pelo juiz competente e também pelo Ministério Público”, declarou o advogado. Ao ser questionado sobre o conteúdo das conversas com seu cliente e a versão do empresário sobre os fatos, o defensor preferiu manter cautela: “Em relação aos fatos, a defesa prefere se manter inerte para que o processo tramite sem alardes”.

Relembre o caso
A prisão ocorreu após policiais militares serem acionados por um popular que denunciou uma situação de violência em uma farmácia na Avenida Bom Jardim. No local, a vítima foi encontrada visivelmente abalada e relatou que sofria agressões desde o domingo anterior, tendo sido mantida trancada em casa e sofrido ameaças de morte.

A mulher ainda informou que o suspeito chegou a levá-la a um hospital para atendimento médico, mas teria coagido o profissional de saúde a não registrar a ocorrência.

A Polícia Militar reforça que denúncias são fundamentais para romper o ciclo da violência doméstica. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda agora as manifestações do Poder Judiciário sobre os pedidos de liberdade que devem ser protocolados pela defesa nos próximos dias.

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