Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

Casos de HIV/aids aumentam em Parauapebas

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Os dados são do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que presta o Serviço de Atendimento Especializado às Pessoas Vivendo com HIV ou Aids. De acordo com os números, os casos são crescentes, principalmente em homens na fase considerada sexualmente ativa, até os 35 anos de idade.

São pelo menos mil pessoas vivendo com HIV/aids em Parauapebas. Destes, cerca de 600 em tratamento. Só nos seis primeiros meses deste ano, já foram confirmados 41 novos casos de HIV, 35 dos quais em pessoas residentes em Parauapebas; e 25 casos de aids, sendo 9 em pessoas residentes nesta cidade.


Somado a esses números, há ainda 10 casos confirmados de HIV em gestantes, oito delas residentes em Parauapebas, resultado colhido em exames de pré-natal. Assim, temos um total de 51 casos de HIV e 25 de aids, totalizando 76. “Hoje, de acordo com a política do Ministério da Saúde, temos que trabalhar com linhas de prevenção. A gente tem que combinar prevenção desde a testagem, pois o ato de testar é uma prevenção também. Até os medicamentos que são necessários, os preservativos, um pré-natal bem feito, são formas de evitar as DSTs ou ISTs”, detalha Milka Régia, coordenadora do CTA.

Dos 76 novos casos, 26 são mulheres e 50 são homens. Já por categoria sexual, 61% dos novos casos foram em héteros; 13% homossexual masculino; 11% bissexual e 15% não declarados. Esses dados mudam o mito de que HIV e aids são mais encontrados em homossexuais ou em mulheres.

Segundo Milka Régia, desde que assumiu a coordenação do CTA ela tem notado, de acordo com os dados, que o público feminino deixou de ser o alvo, o que significa dizer que a “feminização da aids”, que por muito tempo foi utilizado na região, não é verdadeira, tendo sido encontrado número maior de casos em homens. Mas ela alerta que não é por isso que as mulheres devem se despreocupar e deixar de se cuidar, fazendo testes ou usando os métodos de prevenção.

Ainda de acordo com os dados do CTA, o maior percentual de usuários do sexo masculino que procuram a unidade para fazer exames se declara heterossexual, o que significa que ficam com mulheres e, caso não se previnam, podem contaminá-las. “Embora a gente saiba que há o preconceito com a homossexualidade e isso faz com que muitos não declarem sua verdadeira categoria sexual, sendo muitos deles HSH (Homens que fazem sexo com homens) ou outros bissexuais, e nesse processo termina por ter relação sexual sem camisinha e, uma vez que esta mulher esteja dentro deste ciclo, se ela não fizer valer sua vontade de prevenção pode ser contaminada”, alerta Milka Régia.

Mas o que muita gente não sabe é que a política de atendimento às pessoas vivendo com HIV/aids é uma das melhores do mundo. Com atendimento correto e mudança de hábitos, uma pessoa consegue envelhecer, mesmo sendo portadora do vírus ou da doença. Os medicamentos são todos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, uma vez confirmado que a pessoa vive com HIV ou já tenha desenvolvido aids, ela se torna paciente do CTA, recebendo acompanhamento psicológico com atendimento médico completo e medicamentos gratuitamente.

Milka Régia, coordenadora do CTA – Parauapebas

 

“Pode ter o plano de saúde que for, mas o medicamento é custeado pelo SUS. Uma vez diagnosticado, ele é encaminhado para o CTA e assistido pelo SAE, por meio de um grupo multiprofissional, recebendo medicações e fazendo, sempre que necessário, os exames de controle”, explica Milka Régia.

Comparativo – No primeiro semestre do ao passado foram atestados 67 novos casos, o que significa que, em relação ao mesmo período, houve um aumento de 13,5%. Situação que, segundo a coordenação do CTA, tem seu lado positivo. “Vale lembrar que o grande percentual desses novos casos é encontrado em pessoas que classificamos como ‘vivendo com HIV’. Fazendo uma análise criteriosa, a gente entende ser um fato positivo, pois, quando encontro um diagnóstico, significa que estou testando e ao encontrá-los meu objetivo é iniciar o tratamento na pessoa sem a doença estar desenvolvida. Dentro destes 76, a maioria é de pessoas que ainda não desenvolveram a doença”, conclui Milka Régia.

Mas não é apenas em HIV/aids que o CTA realiza testagens. Diversas outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) também são descobertas nos testes e também tratadas. Para estas, também, o resultado é preocupante. No primeiro semestre deste ano foram confirmados 28 casos de sífilis, sete de herpes, 40 de HPV, 16 de síndrome do corrimento uretral, 18 casos de hepatite B e oito de hepatite C.

Reportagem: Francesco Costa / Fotos: Douglas Camargo e Kevin Kaick | Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar

Publicidade

Veja
Também