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Cavalos e cachorros continuam fazendo a festa nas ruas de Parauapebas

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Munícipes de Parauapebas há vários anos sofrem com a permanência de vários animais que perambulam por ruas de vários bairros da cidade.

Os animais soltos pelas ruas estão causando transtornos ao trânsito, insegurança, acidentes e podendo transmitir doenças infectocontagiosas, como as Zoonoses. A exemplo, temos os cães e os equinos (cavalos, asnos e seus amigos).


Não saiu do papel
Em abril de 2013 foi anunciado pela Prefeitura Municipal de Parauapebas que um Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) seria construído para cuidar dos animais em situação de abandono. A Assessoria de Comunicação (ASCOM) chegou até a anunciar a data da publicação de um processo licitatório para definir a empresa que construirá o Centro que ficará localizado na VS 10 próximo à PA – 160, porém, até agora nada foi realizado.

Você sabe o que é uma zoonose?
“Zoonoses são doenças de animais transmissíveis ao homem, bem como aquelas transmitidas do homem para os animais. Os agentes que desencadeiam essas afecções podem ser microrganismos diversos, como bactérias, fungos, vírus, helmintos e rickétsias.”

Existe uma série de zoonoses que os equinos podem transmitir à nós. Nesta breve postagem, vou tentar resumir as mais importantes, descrevendo suas principais características.

Brucelose- ACTINOBACILOSE: Actinobacillus é transmitido por contato ou mordida. Presente na microbiota da orofaringe, provoca abcessos nas mãos e braços. Pode levar à septicemia. Tratamento local ou sistêmico com antibioticoterapia.

– ENCEFALOMIELITE EQUINA: Alphavirus é transmitido por meio de picada de mosquitos contaminados. Equinos devem ser anualmente vacinados. Após incubação de 2-3 dias, provoca infecção do sistema nervoso, com sinais respiratórios, dores fortes na cabeça. fotofobia, mialgia, febre alta e prostração. Vômitos são frequentes. Tratamento somente com terapia de suporte.

– ANTRAX: Contaminação por meio do solo, fluidos corpóreos, fezes, urina, pele e esporos de Bacillus anthracis. O local contaminado na pele do humano desenvolve pápulas inicialmente, as quais evoluem para pústulas enegrecidas e edematosas, associadas a lanfadenite e linfangite. Pode causar febre, vômito e hipotensão. O tratamento é realizado com antibióticos.

– INFLUENZA A: O virus da influenza é transmitido aos humanos por aerosol e descargas nasais. Podem causar febre e sinais respiratórios, com risco de facilitar as infecções bacterianas oportunistas. O tratamento consiste na terapia de suporte.

– LEPTOSPIROSE: A Leptospira interrogans é transmitida ao humano principalmente pelo contato com a urina. Provoca febre alta, dores de cabeça, sinais de irritação das meninges, tosse seca, dores musculares, hemorragias e conjuntivite. Observa-se também dores abdominais, perda de apetite, nausea, vômitos e diarréia. O tratamento é realizado com antibioticoterapia.

– FEBRE MACULOSA: A Ricketsia rickettsii é transmitida pela picada de carrapato aos humanos (micuim, carrapato-estrela). Provoca febre alta, dores de cabeça, dores musculares, manchas vermelhas pelo corpo. O tratamento é realizado com antibioticoterapia.

– DOENÇA DE LYME: A Borrelia burgdorferi é transmitida pela picada do carrapato. Sua forma inicial é bastante leve, muitas vezes passando despercebida. O sinal mais importante é a formação de uma mancha vermelha característica na pele logo após a picada. Pode-se observar febre e linfadenopatia. As fases crônicas da doença podem ser acompanhadas de artrites, tendinites, cardiopatias ou neuropatias. O tratamento em qualquer uma das fases é realizado com antibioticoterapia.

– RAIVA: O virus é transmitido pela saliva ou sangue do animal infectado. O humano infectado apresenta febre, dores de cabeça, paralisia, fúria. Não há tratamento eficaz. A vacinação anual dos animais é obrigatória.

– SALMONELOSE: A Salmonella enterica é transmitida aos humanos por meio do contato com as fezes dos equinos. Os sinais clínicos são náusea, vômito, diarréia, desidratação, febre, podendo os sintomas durarem até 7 dias. Tratamento somente de suporte.

– SARNA: O artrópode Sarcoptes scabiei é transmitido aos humanos por contato com a pele infectada. A lesão possui coceira intensa, vesículas papulares avermelhadas com erupção. Caso não haja nova infecção, ela é autolimitante, porque o parasita não consegue completar seu ciclo de vida nos humanos. Reinfecções porém podem causar inflamação cutânea e hiperqueratose.

– VERMINOSES: Podem seu causadas por Trichinella spirallis por contato com as fezes contaminadas. É muito importante realizar a vermifugação dos equinos a cada 4 meses. A infestação causa dores abdominais, diarréia, náusea, febre, dores musculares. Podem haver complicações neurológicas. O tratamento é realizado com vermifugação e corticosteróides.

– ESTOMATITE VESICULAR: É causada por pela transmissão do Vesiculovirus por meio do mosquito Phlebotomus (mosquito-palha, o mesmo que transmite a leishmaniose). O humano infectado apresenta fortes dores de cabeça e musculares, dores nas articulações, olhos e náusea. Ocorre a formação de vesículas na mucosa oral. Não há terapia específica, o tratamento é sintomático.

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