Cerca de 300 mil pessoas participam da 14ª Parada do Orgulho Gay de Belém

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O destino final foi na Praça Waldemar Henrique onde ocorreu uma programação cultural até o início da noite.

Diferente dos anos anteriores, o movimento de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) quer dar à passeata deste ano um tom mais político e menos festivo. “Saímos da micareta para trazer mais reflexões, uma postura mais atuante”, diz Bárbara Pastana, uma das coordenadoras do evento.


O apoio do Governo do Estado foi realçado por Bárbara Pastana. “Mesmo com tantos eventos ocorrendo na cidade, a nossa segurança foi garantida com o esforço da Polícia Militar. Durante a semana, todos os órgãos de segurança pública participaram da reunião para esquematizar o apoio à parada. Isso é muito bom”, disse. No total, 170 policiais militares acompanham a caminhada.

O apoio do governo, que já contemplou o público LGBT com cheques moradia, concessão de créditos bancários e, mais recentemente, a criação do primeiro ambulatório de saúde integral para travestis e transexuais, também foi destacado pelo gerente de Livre Orientação Sexual da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), João Augusto Santos. “Agradecemos muito pelo empenho do poder público, mas ainda temos muito a conquistar. Queremos iniciar a luta pela criminalização da homofobia, com leis que possam punir as pessoas. O caminho é longo, mas temos que tentar”, afirmou.

Entre as centenas de participantes da Parada Gay, estava o casal formado por Tom Ribeiro, 24 anos, e Junior Souza, 20. “Queremos chamar atenção da sociedade e, cada vez mais, também da esfera pública, para a importância da diversidade. Queremos que nos olhem como cidadãos”, defendeu Tom, que também trabalhou como coordenador do evento este ano.

Levando um cooler com refrigerantes e sucos para se hidratar durante o dia, Edvaldo Amorim, 53 anos, se orgulha de ter participado de todas as paradas e de ver o movimento LGBT ganhando cada vez mais o apoio da sociedade. “É lindo ver famílias na nossa Parada Gay. Casais heterossexuais, gente de todos os tipos, religiões e sexo. Nossa causa é o amor e o respeito”, definiu.

Reportagem: Syanne Neno

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