Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

Cerca de 60% dos bancários do Pará estão em greve, saiba como pagar suas contas

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

“Já temos um balanço de mais de 60% de adesão da categoria no Pará, mas essa porcentagem pode aumentar ainda mais se cada bancário e bancária tiver a consciência da importância em aderir e fortalecer o movimento. Infelizmente ainda tem colegas que não entendem o motivo da greve, parecendo estar satisfeitos com a proposta que não repõe sequer a inflação, satisfeitos com o assédio moral, cobrança de metas, insegurança. A greve é a hora de o banco reconhecer, na prática, o nosso trabalho, mas esse reconhecimento só vem com uma paralisação forte capaz de mudar o jogo em favor da categoria”, destaca a presidenta do Sindicato no Pará, Rosalina Amorim.

Em contrapartida, levantamento feito pelo portal de notícias IG mostra que a maioria dos bancos listados na BM&FBovespa – detentores de mais de 60% dos ativos do sistema financeiro brasileiro – preveem aumentar em 22,5% a remuneração fixa de seus diretores executivos.


Segundo a reportagem, o grupo de 27 instituições financeiras inclui gigantes como o Itaú, maior banco privado do país em volume de ativos, que destinará a cada executivo cerca de R$ 1,196 milhão em 2015 a título de remunerações fixas, ou R$ 984 mil líquidos de INSS patronal. Em boa parte dos casos, o reajuste previsto para supersalários é superior à inflação.

“Para a grande maioria dos bancários e bancárias, aqueles que põem a mão na massa literalmente, os banqueiros querem dar só 5,5% de reajuste. Se os diretores executivos podem, porque o restante da categoria não? Mas sem trabalhadores e trabalhadoras fortalecendo o movimento, cruzando os braços em resposta a tanta intransigência, não conseguiremos nenhum avanço. Ou estamos do lado da categoria, ou do lado dos banqueiros. Ninguém gosta de fazer greve, sabemos dos impactos que ela pode causar à população que paga tarifas altíssimas e em troca, o banco oferece um atendimento cada vez mais automatizado e menos humano. Por isso pedimos o apoio de clientes e usuários, pois a greve é o único instrumento legítimo de luta que temos para conquistar o que não conseguimos em mesa de negociação”, avalia o dirigente sindical, Gilmar Santos.

Assembleia Organizativa – Na próxima quinta-feira (8), às 17 horas, na sede do Sindicato em Belém, haverá assembleia de avaliação e organização do movimento. Reuniões semelhantes ocorrerão nas subsedes de Santarém e Marabá. Convocamos toda a categoria em greve a participar e fortalecer o movimento.

Atenção às contas

Com a greve, os consumidores devem ficar atentos ao pagamento de faturas, boletos bancários e outros tipos de cobrança. Segundo o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), embora a greve não afaste a obrigação do consumidor de pagar as contas até o vencimento, a empresa credora tem que oferecer outras formas e locais para que as quitações sejam feitas.

Para não ser cobrado de encargos (juros e multa) e ter o nome enviado a serviços de proteção ao crédito, a recomendação do Procon é que o consumidor entre em contato com a empresa e peça opções de formas e locais de pagamento, como internet e casas lotéricas. Esse pedido deve ser documentado, ou seja, guardada a cópia do e-mail enviado ou anotado o número do protocolo de atendimento, orienta a entidade. Assim, caso o fornecedor não oriente sobre a quitação do débito, o consumidor pode fazer a reclamação ao Procon.

A Fenaban lembra que a população tem à disposição caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos do banco no celular, operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes (agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais) como alternativas para fazer transações financeiras. Nos caixas eletrônicos, os saques noturnos são limitados a R$ 300,00 e o valor para saque diurno varia conforme a instituição.

Quem tem benefícios para serem sacados, segundo a Fenaban, pode fazer saques por meio da rede de caixas eletrônicos 24 horas e caixas eletrônicos dos bancos.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Pará

Publicidade

Veja
Também