Chefe de Segurança da Carceragem apresenta situação atual ao Conselho da Comunidade

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Foto: Arquivo

103 presos. Este é o número da população carcerária em Parauapebas; sendo 15 deles enquadrados por infringir a Lei nº 11.340, conhecida como “Maria da Penha”. Todos abrigados em nove celas que vem passando por constantes reformas e reforços para dar, além de condições dignas aos presos, garantia que não conseguirão empreender fugas.

Na tarde da última quarta-feira (28), membros do Conselho da Comunidade estiveram visitando a Carceragem do Rio Verde, onde conversou com o Chefe de Segurança, Aureliano Coelho, que falou do atual momento que passa o sistema carcerário na cidade. De acordo com o servidor, há pelo menos um ano que não acontece nem mesmo tentativa de fugas, situação atribuída à gestão local que tem se esforçado para melhorar as condições dos apenados em relação à Lei de Execução Penal (LEP).


Coelho detalhou ainda que o trabalho em uma cadeia não se limita apenas a guardar presos, mas, também, em administrar as relações entre eles, o que significa conhecer o comportamento de cada um e o motivo que os levou à prisão, assim, é possível evitar que haja mortes nas celas.

Outro problema também presente nas carceragens, da qual Parauapebas também não foge à regra, é a presença de facções, sendo as principais PCC e Comando Vermelho; assim, é preciso evitar que detentos de facções rivais fiquem na mesma cela, pois o resultado será morte provavelmente, chacina ou rebelião. “Os remanejamentos são constantes, com o motivo de evitar que os presos criem força. Por isso, sempre trocamos presos de celas, sempre com o cuidado de não juntar discórdia nem inteligências”, explicou Coelho aos conselheiros da comunidade.

O chefe de segurança falou da situação na Carceragem em Parauapebas

 

Em relação à estrutura atual, em si tratando de número de servidores, Coelho diz ser pequeno em relação ao preconizado em lei que deve ser, no mínimo, um servidor para cada cinco presos; nesta conta o número suficiente deveria ser, pelo menos, 20 servidores. Sendo assim, Parauapebas trabalha com um déficit de oito servidores, já que no momento o número é de apenas 12, divididos em três turnos. “O número de mulheres também é considerado pequeno, principalmente no dia de visitas; pois, temos só uma por turno, o que dificulta a revista em mulheres, já que são elas em maior número a visitar familiares presos”, detalha Coelho, dizendo que, mesmo assim, a direção da carceragem em Parauapebas vem se esforçando para fazer o melhor com o que tem.

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