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Coluna do Lima Rodrigues – 3 de junho de 2020

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Este colunista e o presidente da CAMPO e da Senepol Dom Bidí, durante a Agrobrasília 2019

Agropecuária é único setor da economia com crescimento na pandemia, diz IBGE
A agropecuária apresentou crescimento de 0,6% no primeiro trimestre de 2020 em comparação ao quarto trimestre de 2019, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país. O setor foi o único da atividade econômica nacional a crescer no período analisado.

Em relação a igual período do ano anterior, no caso primeiro trimestre, a agropecuária teve crescimento de 1,9%. “Este resultado pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre, como a soja, e pela produtividade, visível na estimativa de variação da quantidade produzida vis-à-vis a área plantada”, diz o IBGE. O PIB do país teve contração de 1,5% nos primeiros três meses do ano no comparativo com o quarto trimestre do ano passado.


 

Abastecimento interno

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tem destacado as ações adotadas pelo Mapa e demais órgãos do governo federal para garantir o abastecimento interno de alimentos, as exportações dos produtos agropecuários e o funcionamento sem interrupção da cadeia produtiva do agro durante a pandemia.

“Temos tido sucesso com isso porque, além da grande safra que foi colhida neste verão, temos tido a logística absolutamente normalizada. Portanto, além do abastecimento dos 212 milhões de brasileiros, também temos conseguido cumprir a nossa missão de provedores de alimentos do mundo”, disse a ministra, ao participar de balanço das ações de combate aos impactos do coronavírus no dia 26 deste mês, no Palácio do Planalto. A informação é do Ministério da Agricultura.

Primeira etapa do Circuito Nelore de Qualidade 2020 avaliou mais de 800 animais em Campo Grande (MS)

A primeira etapa do Circuito Nelore de Qualidade, realizada na unidade da Friboi de Campo Grande (MS) com o apoio da Matsuda Sementes e Nutrição Animal, evidenciou a qualidade genética dos projetos pecuários da região. Segundo a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) e a Associação Sul-Matogrossense dos Criadores de Nelore (ASCN) 829 animais foram avaliados, sendo 504 machos castrados e 325 fêmeas.

Entre os machos, 67,3% dos animais participantes da avaliação tinham até 4 dentes incisivos permanentes, 62% apresentaram acabamento de gordura mediana e a expressiva maioria (88,3%) pesaram mais de 18 arrobas.

O vencedor do Melhor Lote de Carcaças de Machos foi o pecuarista Hélio de Lima, da Estância Monza, de Campo Grande, que conquistou a Medalha de Ouro. A Medalha de Prata foi para Roberto Rodrigues Siemionko, da Fazenda Alegria, de Ribas do Rio Pardo. O bronze ficou com Marcos Antonio de Carvalho Torquato, da Fazenda Torquato, de Coxim.

“A terminação dos animais em confinamento proporciona muitos benefícios, como aumento da produtividade, abatendo animais mais jovens e bem acabados. Esse indicador nos motivou a participar da primeira etapa do Circuito Nelore de Qualidade 2020. Obter o primeiro lugar foi uma grata surpresa e nos mostra que estamos no caminho certo. Investimos em tecnologias para aumento da rentabilidade e, assim, entregar um produto de qualidade ao consumidor final”, diz o pecuarista Hélio de Lima.

Circuito Nelore de Qualidade  

Realizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil, o Circuito Nelore de Qualidade fortalece e promove a genética e a carne da raça, contribuindo para elevar a produtividade da pecuária nacional. A iniciativa avalia resultados obtidos pelos produtores, cada qual em sua realidade e sistema de produção.

Promovido desde 1999, o Circuito conta com apoio da Friboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal, e cresce a cada ano: em 2020, serão 40 etapas em 11 estados. Até o fim do ano, 25 mil animais devem ser avaliados, consolidando o Circuito Nacional de Qualidade como o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo. (Texto Comunicação).

Planejamento nutricional

A atividade pecuária exige uma atenção constante do produtor durante todo o ano, pois ela não se desenvolve de um modo nativo. Produzir bois para o abate ou leite, exige conhecimento e muito manejo do rebanho e, com a aproximação da seca, essa atenção tem que ser redobrada. É fato que a mudança do clima não acontece em todas as regiões do País, ao mesmo tempo. No Sudeste, costuma ser em meados de maio, e vai até final de agosto, ou início de setembro. Já na região Sul, não chove desde final de dezembro de 2019, enquanto no Nordeste está chovendo, ainda, e assim por diante. Por isso, as dificuldades dos produtores, quando decidem elaborar um Planejamento Nutricional, não são poucas, nesse período.

Para falar do assunto, entrevistamos o médico veterinário Julliano Pompei e técnico do Departamento de Nutrição do Grupo Matsuda, com 18 anos de atuação no atendimento do setor, da porteira para dentro. Segundo ele o período de seca é uma transição já bem conhecida pelos pecuaristas do Brasil, o que não quer dizer que seja simples enfrentá-la, principalmente se o produtor não lançar mão das ferramentas adequadas. “O importante é lembrar que nesse período nossas pastagens reduzem, acentuadamente, o seu crescimento, proporcionando um menor volume de pasto aos animais”, assinala. “Entretanto, além dessa sazonalidade na produção, o que vem de fato, limitar o bom desempenho dos animais criados em pastos, no período de seca, é a própria concentração dos nutrientes”.

Volume de pasto

 Pompei explica que é comum e esperado em pastagens tropicais que, com a entrada do período seco, ocorra uma queda gradativa nas concentrações de alguns nutrientes, vitais para os ruminantes, como Proteína Bruta (PB) que pode apresentar uma redução de até 50%, os Macro e Micro minerais com queda em até 80%, e também da Energia, em menor proporção, porém não menos importante de até 20%.

“Se não bastasse esta perda dos valores nutricionais, como forma de “proteção” ocorre um aumento da fração fibrosa, deixando esses materiais com uma menor digestibilidade, aumentando, assim o tempo de passagem do alimento pelo trato digestório dos animais, onde teremos, como consequência, uma redução da ingestão do alimento”, observa o especialista. “Não há o que ser feito para evitar essas alterações em nossos capins, uma vez que são fatores fisiológicos das plantas em países tropicais como o Brasil. Porém podemos e devemos garantir um bom volume de pasto para os animais neste período, uma vez que a correção dos valores nutricionais em si, é algo mais fácil de se obter”, adverte. (Com informações da jornalista Marisa Rodrigues, da Taxi Blue Comunicação Estratégica, de São Paulo).

 Confira os destaques do Conexão Rural deste domingo, 7 de junho:

No novo quadro do Conexão Rural, “Gente da Nossa Terra”, vamos contar a história de vida do produtor rural Hitler Sousa Lopes, que tem uma propriedade na área do Cede I, em Parauapebas, e planta muitas frutas e trabalha com pecuárias de leite. O objetivo do quadro é valorizar cada vez mais o homem do campo.

E vamos conhecer as etapas da produção de queijo artesanal em Minas Gerais, em uma reportagem de Larissa Vieira, da Associação Brasileira de Criadores de Girolando, com sede em Uberaba (MG).

Teremos a música da dupla paulista Cezar e Paulinho e a reapresentação da entrevista que fiz com a dupla no ano passado em Canaã dos Carajás (PA).

E ainda uma homenagem ao grande compositor e cantor cearense Evaldo Gouveia, autor de inúmeros sucessos, como “Sentimental Demais”, que morreu dia 30 de maio em Fortaleza.

Em foto da década de 1990, em Brasília, Lima Rodrigues e o amigo Evaldo Gouveia, que morreu dia 29 de maio em Fortaleza

 

Girolando

Novo parceiro – Senepol Dom Bidí

Além do Girolando, uma raça zebuína muito interessante, temos também outras raças no Brasil vindas da Europa, dos Estados Unidos e da África, como é o caso do Senepol, que surgiu no Senegal, foi para as ilhas caribenhas em 1800, em 1977 a raça foi levada para os Estados Unidos e chegou ao Brasil no ano 2000.

Em Paracatu, Minas Gerais, temos um grande criador de Senepol, o meu amigo Emiliano Botelho, presidente da empresa Nipo-Brasileira, CAMPO, fundada em 1978, com a implantação do maior programa de desenvolvimento dos Cerrados, o Prodecer. A CAMPO é referência no Brasil e no exterior, levando a tecnologia desenvolvida para países da América do Sul e Central, Ásia e África, além de novos projetos em diversos estados brasileiros.

A CAMPO já anuncia no Conexão Rural desde o ano passado e agora outra empresa do empresário e pecuarista Emiliano Botelho, a Senepol Dom BIdÍ, de Paracatu (MG), passou, desde a semana passada, a ser parceira do programa.

Muito obrigado meu amigo Emiliano Botelho por mais esta parceria e por acreditar no potencial e na credibilidade do Conexão Rural.

Homenagem a Evaldo Gouveia

O Conexão Rural, além de música sertaneja, divulga também a nossa música regional, o forró pé de serra e o melhor do cancioneiro popular. E no programa do próximo domingo, vamos homenagear um grande compositor, cantor e músico que fez muita música de sucesso. Estamos falando do cearense Evaldo Gouveia, que morreu dia 29 de maio, sexta-feira, em Fortaleza, aos 91 anos de idade, vítima da covid-19.

E como disse nas minhas redes sociais, o Brasil perdeu um de seus dos maiores compositores e autor de inúmeros sucessos na voz do capixaba Altemar Dutra e nas vozes de outros inúmeros cantores.

Ao lado do amigo capixaba Jair Amorim, Evaldo compôs músicas maravilhosas como “Brigas, que os mais jovens escutam na voz da dupla Bruno e Marrone, mas não sabem que o autor é Evaldo Gouveia, além de “Sentimental Demais”, “Que queres tu mim” e “O Trovador”, sucessos absolutos com Altemar Dutra; “O Conde”, com Jair Rodrigues, e “Tango para Tereza”, com Ângela Maria, entre tantos outros. Foram mais de 1.200 músicas e bastante hits em todo o Brasil e em muitos países.

E eu perdi um amigo. Estive com ele em Brasília inúmeras vezes. Inclusive, produzi um show dele em uma casa noturna da capital da República na década de 1990. Evaldo me disse certa vez que uma prima dele mora em Imperatriz. Meus sentimentos. Fique com Deus meu amigo, Evaldo Gouveia.

Se cuide. Fique em casa.

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