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Coluna do Lima Rodrigues – 30 de maio de 2019

Curraleiro que nada, eu sou é Tropical

O componente pecuário sempre foi uma lacuna nos sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Em geral, são utilizados bovinos da região, sem raça definida, ou produtos de explorações leiteiras.


Para solucionar esse gargalo, a Embrapa Meio-Noite, com sede em Teresina, vem desenvolvendo há dez anos cruzamentos com o uso de raças taurinas brasileiras,raças taurinas comerciais especializadas e zebuínas a fim de produzir carne de qualidade, de maneira sustentável na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), informa um folder da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária distribuído durante a AGROBALSAS, realizada de 20 a 25 de maio de 2019.

Segundo a Embrapa Meio Norte, a inovação tecnológica da presente solução pretende usar a grande distância genética entre os zebuínos (Nelo e Sindi) e taurinos brasileiros tropicalmente adaptados (Caracu, Curraleiro Pé-Duro e Crioulo Lageano e Pantaneiro), para produzir uma matriz adaptada para cruzar com taurinos comerciais na produção de um bovino 5/8 taurino. O boi adaptado aos trópicos tem bom desempenho ponderal, elevado rendimento de carcaça e carne macia. A escolha de qual raça empregar em cada fase do processo depende das peculiaridades de cada propriedade e da escolha do pecuarista.

Contribuições das raças formadoras do Boi Tropical

AEmbrapa Meio Norteinforma que as raças locais brasileiras, conforme citamos acima, contribuem para o Boi Tropical com a docilidade, resiliência a parasitas, adaptação ao clima tropical, longevidade, melhor capacidade de utilizar pastagens nativas e de se deslocar para aguadas distantes, além de produzirem carne macia, suculenta e saborosa.

Os zebuínos, Nelore, Sindi e Guzerá podem contribuir com a boa habilidade materna e também com a adaptabilidade a ambientes hostis.

Do Senepol, são almejados os genes de adaptação ao calor e a boa carcaça.

O Angus Vermelho pode contribuircom precocidade, bom rendimento de carcaça, marmoreio e qualidade da carne.

Os bons resultados do programa de Produção do Boi Tropical são fruto de uma parceria entre a Embrapa e a Universidade Federal do Piauí (UFPI), com recursos próprios das duas instituições. Esse cruzamento foi o primeiro entre as duas raças feito com metodologia científica.

Precocidade

O novo bovino, criado em pastagens nativas, impressiona pelo desempenho zootécnico superior. Ele é mais precoce que o nelore, vai mais cedo para o abate, com apenas dois anos de idade e pesando 45 quilos de carne a mais nas mesmas condições de pastagem. Já o nelore é mais tardio, estando em ponto de abate aos três anos de idade. Se for terminado em regime de confinamento, o período é reduzido em até seis meses, aumentando ainda mais o peso. As pesquisas indicaram que o novo mestiço produz 20 quilos de carne macia por 100 quilos de músculo na carcaça. Em comparação, o estudo revela que o nelore produz apenas 16 quilos.

“O resultado aponta maior lucro para o produtor e indústria e o consumidor terá à disposição uma carne de melhor qualidade”, diz o pesquisador Geraldo Magela Côrtes Carvalho, que coordena o trabalho. O novo animal tem mais ganho de peso em menos tempo por um aspecto que o cientista faz questão de destacar: “ele tem uma estatura menor que o nelore e, por isso, consegue se desenvolver bem em menores piquetes, garantindo uma taxa de lotação na mesma pastagem até 20% maior na área delimitada. Esse aspecto é muito importante para o conforto do animal”.

A rusticidade como marca

A raça Curraleiro Pé-Duro foi formada no Brasil de animais vindos da Europa e chegou ao País pelas mãos dos portugueses, no período colonial. Os animais ganharam espaço, primeiramente, em fazendas dos estados da Bahia e Pernambuco. Depois, a raça foi levada para o Piauí, Maranhão, Minas Gerais e aos estados do Centro-Oeste. O Rio São Francisco teve importante papel na disseminação da raça.

Os exemplares que descenderam dos primeiros curraleiros pé-duro vindos de Portugal, segundo os historiadores, conseguiram se adaptar bem às condições ambientais adversas, principalmente do Nordeste. Eles suportaram longos períodos de seca, intenso calor e ataques de parasitas e insetos. Como resultado, a raça se consagrou como rústica e de fácil adaptação.

Hoje, o rebanho de curraleiro pé-duro no Brasil chega a quase cinco mil exemplares espalhados pelos estados do Piauí, Maranhão, Goiás, Ceará e Paraíba. O maior rebanho está concentrado no Piauí, com 3.500 exemplares, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Bovinos Curraleiro Pé-Duro, com sede em Teresina.

A Embrapa mantém há mais de 40 anos um núcleo de preservação da raça Curraleiro Pé-Duro numa fazenda experimental no Município de São João do Piauí, no sudeste do Estado. O plantel atual chega a 350 exemplares e é a base dos trabalhos de cruzamentos que são conduzidos desde 2008.

(Com informações de Fernando Sinimbu, da assessoria de imprensa da
Embrapa Meio-Norte).

O Processo de Produção do Boi Tropical, desenvolvido pela Embrapa Meio Norte, tem o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Embrapa Pecuária Sudeste, Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Agromaranhão, Instituto Federal do Maranhão, Centro de Ciências Agrárias da UFPI e Associação Brasileira de Criadores de Curraleiros Pé-Duro, entre outros parceiros.

DataSafra fornece informações para planejamento assertivo da cadeia produtiva da soja e do milho

No dia próximo dia 6 de junho, os participantes do TEA Brazil, importante fórum de Tecnologia na Agricultura na América Latina, poderão conhecer o DataSafra, inovadora plataforma de monitoramento agrícola por satélite, que levanta dados da safra atual e de duas safras anteriores, propiciando inúmeras comparações entre elas bem como análises sobre tendências futuras.

Ainda no evento, Izabel Cecarelli, diretora presidente da Geoambiente, empresa responsável pelo desenvolvimento do DataSafra, ministrará, pela manhã, a palestra Evolução da safra em tempo quase real e Inteligência de Mercado.

DataSafra fornece dados de janelas de plantio, marcha do plantio mês a mês, histórico de ciclo de sementes utilizado em cada região, evolução da colheita, sendo um registro fiel da situação atual das lavouras plantadas. Ele realiza, ainda, o acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento de cada talhão.

35º Congresso da Associação Mundial de Medicina Veterinária

Cinco médicos veterinários do Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Gana e Tailândia e uma estudante de medicina veterinária da Alemanha receberam o Global Animal WelfareAwards (Prêmio Global de Bem-Estar Animal), iniciativa da Associação Mundial de Medicina Veterinária (WVA) e da Ceva Saúde Animal, uma das líderes globais em saúde animal.

“O prêmio, que foi entregue no 35º Congresso da Associação Mundial de Medicina Veterinária, na Costa Rica, reconhece e recompensa os veterinários que contribuem para a proteção e o bem-estar dos animais e são exemplos para os donos de animais, a classe veterinária e a sociedade mundial como um todo. Em 2019, pela primeira vez, também foi premiada uma estudante de medicina veterinária”, informa Fernando De Mori, diretor-geral América Latina da Ceva Saúde Animal. Esta foi a 3ª edição do Prêmio Global de Bem-Estar Animal. São os seguintes os premiados:

Dr. Anthony NsohAkunzule, de Gana, foi agraciado como o Campeão Mundial de Bem-Estar Animal por seu trabalho em prol de diferentes espécies..

Dr. ParntepRatanakorn, da Tailândia, tem longa trajetória de cuidados com os animais. 

Dr. José Peralta (Estados Unidos) é professor de bem-estar animal na Universidade de Ciências Animais, na Califórnia.

Dr. Edilberto Brito Sierra é reconhecido na Colômbia e na América Latina por seu trabalho em prol da saúde e do bem-estar animal. Ele é o responsável local da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) e trabalhou pela legislação em prol da melhor qualidade de vida dos animais na Colômbia, entre outras atividades.

Dr. Jonas Watson (Canadá) tem dupla jornada: trabalha na Clínica Tuxedo de Saúde Animal em Winnipeg e trata animais nas comunidades indígenas em áreas remotas do seu país.

Aimée Lieberum é estudante de medicina veterinária na Universidade de Leipzig (Alemanha). Ela é a primeira estudante agraciada pelo Prêmio Global de Bem-Estar Animal.

Dra. Anette van der Aa, da Holanda, é reconhecida por seu trabalho com organizações que buscam o bem-estar de animais doentes e acidentados para os quais a eutanásia é a única opção.

(Com informações da Agência Texto Comunicação Corporativa – SP).

Até a próxima coluna com saúde e paz.

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