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Com Licença de Operação liberada, Garimpo da Cutia começa a funcionar

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Fotos: Wenderson Costa

Satisfação visível nos rostos de inúmeros garimpeiros, não mais tão jovens, que vieram de diversas partes do Brasil para receber a grande notícia dada pelo presidente da Cooperativa Mista do Garimpo da Cutia (COOMIC), Raimundo Lopes.

Trata-se do Garimpo da Cutia, localizado no município de Curionópolis, cidade na região sudeste do Pará, cuja Licença de Operação e Guia de Utilização eram buscadas, sem sucesso há 15 anos, e agora está com toda regularidade para operar na exploração de cobre e ouro; um trabalho que já iniciou com a instalação da planta e em poucos dias começa a produção mineral.


 

Apenas 8% da área foi pesquisada, mas, os cooperados acreditam que muito ouro e cobre poderá ser extraído dessa área de 629 hectares pertencente à COOMIC. “Estou cheio de esperança, pois, estou acompanhando e vejo que tudo é realidade. Visitei a usina e acredito que agora chegaremos ao nosso objetivo”, diz empolgado, Paulo Freire, que veio de Brasília para presenciar o novo momento da COOMIC.

Marluce Martins, de Tucumã, sul do Pará

 

Outra cooperada entusiasmada é Marluce Martins, de Tucumã, sul do Pará, que diz cheia de alegria: “Realizamos nosso sonho que há tanto tempo sonhamos e isso é uma grande vitória. Agora é só paciência e tranquilidade para esperar o início da produção e que chegue até nós os resultados”.

Cooperado Daniel Mendes, de Colinas do Tocantins

 

Quem também falou com nossa equipe de reportagem foi o cooperado Daniel Mendes, de Colinas do Tocantins, cuja expectativa, ele diz ser das melhores depois de tantos anos de espera. “A minha expectativa, e acredito que de todos, é grande. Pois, nunca chegamos nem perto de chegar onde agora chegamos; com o projeto pronto, toda documentação em mãos. Sabemos que agora não nos falta nada e só é preciso trabalhar e aguardar os resultados”, afirma Daniel Mendes.

Alex Souza – Engenheiro de mina e de segurança no trabalho

 

A implantação e operação do projeto tem a assistência técnica da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNFESPA), que aproveitará para oferecer estágio aos seus alunos durante as formações relacionadas ao setor minerário. “A universidade achou interessante essa parceria pelo fato de poder inserir nossos alunos que poderão sair das salas de aulas levando-os para uma situação real desde o licenciamento até a operação de lavra e beneficiamento”, esclarece Denilson Costa, professor na UNIFESSPA, garantindo que o apoio será total no projeto para que eles consigam extrair da melhor forma todo o ouro e cobre existente nessa área.

Rafael Menegon – Advogado da COOMIC

 

Quanto às garantias técnicas e jurídicas, a COOMIC está resguardada e com um quadro de assessoramento responsável para que tudo rode com total garantia de que a exploração minerária, de 400 toneladas produzidas em cada turno de 8 horas, será feita em benefício de todos. “Tivemos a felicidade de termos o licenciamento da operação. Essa reunião de hoje é exatamente para dar essa notícia e apresentar essas licenças para todos os associados demonstrando que estamos aptos a iniciar essas atividades”, confirma o advogado Rafael Menegon, assessor jurídico da COOMIC, relatando que a partir dessa semana os trabalhos se iniciam e a mina começará a produzir.

Situação confirmada pelo engenheiro de mina e engenheiro de segurança no trabalho, Alex Souza, garantindo que agora a exploração minerária será feita de forma técnica. “Estamos estudando a cava, fazendo a construção de taludes e estradas, para garantirmos segurança a todos os envolvidos diretamente no trabalho de extração ao contrário da realidade no processo de garimpagem”, garante Alex Souza, falando ainda dos relatórios que passam a ser enviados à Agência Nacional de Mineração.

Raimundo Lopes – Presidente da COOMIC

 

Raimundo Lopes, presidente da COOMIC, lembra que há 15 anos vem lutando para conseguir a liberação das licenças, feito aguardado pelos cooperados. “Agora a missão da cooperativa é usar a mão de obra de pessoas do município e Curionópolis e, em segundo plano, de pessoas dos municípios mais próximos”, assegura Raimundo Lopes, mensurando que a princípio, o projeto deverá gerar aproximadamente 70 vagas, número que deve crescer de acordo com o aumento da produção, devendo chegar a cerca de mil trabalhadores diretos.

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