Conselho recebeu denúncia de que terraplanagem sem licença alterou escoamento de água; força-tarefa da prefeitura esteve no local nesta quinta (5), mas silêncio sobre as causas permanece

O crônico problema de acúmulo de águas pluviais na Rodovia PA-275, que tem gerado transtornos e riscos aos motoristas, ganhou um novo capítulo oficial. O Conselho Municipal de Meio Ambiente (COMAM), presidido pelo empresário Leonardo Pinheiro, emitiu uma nota pública confirmando que o caso foi pauta da 110ª Reunião Ordinária da entidade.
A denúncia, que já vinha ganhando repercussão nas redes sociais, aponta que a formação de um lago entre um aterro ao lado da empresa Sotreq e a estrada de acesso ao antigo escritório da Vale não é apenas um fenômeno natural.
Suspeita de crime ambiental
De acordo com o COMAM, o alagamento na rodovia e a formação do lago teriam sido causados por intervenções de terraplanagem executadas supostamente sem a devida licença ambiental. Há ainda relatos de supressão irregular de vegetação na área, o que teria alterado o curso natural de escoamento das chuvas.
“O COMAM já formalizou a denúncia junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) para que sejam adotadas as providências cabíveis, incluindo a apuração técnica e eventual responsabilização”, destaca a nota do conselho.
Risco de caos no abastecimento de energia
A situação no local é considerada crítica. Na tarde desta quarta-feira (4), técnicos da Equatorial Energia precisaram realizar uma operação de emergência para escorar um poste de alta tensão que ameaçava cair devido à erosão e ao acúmulo de água. Este poste é um dos principais eixos de transporte de energia para grande parte de Parauapebas. Caso a estrutura ceda, a cidade pode enfrentar um apagão generalizado.
Prefeitura no local
Na manhã desta quinta-feira (5), uma força-tarefa composta por técnicos da Semma, do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saaep) e da Secretaria de Obras (Semob) foi vista realizando serviços paliativos no trecho afetado.
Apesar da movimentação de máquinas e pessoal, as secretarias ainda não emitiram nenhum comunicado oficial explicando o que de fato ocasionou o problema ou qual será a solução definitiva para evitar que a pista da PA-275 acabe cedendo totalmente.
O que diz o COMAM
Sob a liderança de Léo da ACIP, o conselho reafirmou que manterá o acompanhamento rigoroso do caso. A população aguarda agora o parecer técnico da Semma para saber quem são os responsáveis pela intervenção na área e quais medidas de reparação serão aplicadas para garantir a segurança ambiental e viária da região.












