CONCEIÇÃO: MP Eleitoral interpõe ação de investigação contra candidata a vereadora por compra votos

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A promotora eleitoral (24ª ZE), Cremilda Aquino da Costa, interpôs Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio contra a candidata ao cargo de vereadora pelo Município de Conceição do Araguaia, Leia Dias Dos Santos Gaia, conhecida como “Leia do Flepa”; o marido dela Paulo André Santos Gaia, conhecido como “Flepa”; e o cabo eleitoral Orlando Dias de Sousa, conhecido como “Nego Dias”.

De acordo com a denúncia a candidata contava com a ajuda de seu cabo eleitoral Orlando Dias de Sousa para realizar a realizar a compra de votos de eleitores de Conceição do Araguaia, mediante pagamento de R$ 100 reais. Nego Dias transitava pela cidade numa motocicleta abordando os eleitores. Aqueles que se comprometiam em votar na vereadora tinham seus nomes anotados e eram fotografados por ele.


O Ministério Público Eleitoral solicitou busca e apreensão na casa de Orlando Dias de Sousa, além da quebra de sigilo telefônico.  As medidas foram cumpridas em novembro. A perícia constatou que o acusado trocou várias mensagens com vários eleitores, e com a vereadora Leia Dias dos Santos Gaia e o marido dela Paulo André Santos Gaia, que participava do gerenciamento da campanha da candidata. Tais mensagens comprovam, de acordo com as informações levantadas, a prática de crime de corrupção eleitoral (art. 299 do Código Penal).

Na ação a Promotoria destaca que as informações apuradas “demonstram que Orlando Dias (“Nego Dias”), Paulo André (“Flepa”) e Leia Dias (“Leia do Flepa”) efetivamente se associaram para a prática de ilícitos eleitorais”.

O Ministério Público Eleitoral requer a inelegibilidade de Leia Dias dos Santos Gaia  para as eleições dos próximos oito anos subsequentes às Eleições 2020; cassação do registro e do diploma da candidata, se for o caso; e que sejam invalidados todos os votos dados à Leia nas eleições 2020.

Requer ainda que o marido de Leia, Paulo Gaia e o cabo eleitoral Orlando Silva, autores do fato abusivo, também fiquem inelegíveis para as eleições a serem realizadas nos próximos oito anos.

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