Conflito fundiário em Serra Pelada reúne mais de 600 pessoas em sessões de mediação conduzidas pelo Judiciário

Ministério Público, representantes de Curionópolis e integrantes de cooperativa participaram das tratativas; processo tramita sob sigilo

O conflito fundiário envolvendo a região de Serra Pelada, no município de Curionópolis, voltou a ser debatido na última sexta-feira (3), durante sessões de interlocução promovidas pelo 7º Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Capital, em Belém. As reuniões fazem parte de um processo judicial que busca construir soluções consensuais para a disputa envolvendo a área.

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) participou das sessões por meio do promotor de Justiça Fabiano Fernandes. Também representaram o município de Curionópolis a procuradora Amanda Cristina Ferreira Martins e a assessora jurídica Joelma Sousa Lima.

Os trabalhos foram conduzidos pelo juiz Agenor Andrade, com apoio dos mediadores Antônio Thulio Souza Bessa e Luly Rodrigues da Cunha Fischer.

Durante a abertura das sessões, a coordenação do 7º CEJUSC apresentou aos participantes o papel desempenhado pelo órgão na promoção da solução consensual de conflitos, especialmente nas demandas fundiárias, reforçando a importância do diálogo entre todas as partes envolvidas para a construção de alternativas que possam contribuir para a pacificação social.

Na sequência, foi garantido espaço para manifestação dos participantes previamente convocados, conforme determinação judicial. No entanto, devido ao sigilo do processo, o conteúdo das discussões, propostas e tratativas realizadas durante as sessões não foi divulgado.

Grande participação popular

Um dos momentos de maior destaque ocorreu durante a reunião com integrantes da cooperativa envolvida no conflito fundiário. Segundo as informações divulgadas, o encontro reuniu mais de 600 pessoas, demonstrando o impacto social da disputa e o interesse da comunidade em acompanhar e participar das discussões sobre o futuro da área.

A expressiva participação popular evidencia a relevância do tema para os moradores e trabalhadores ligados à região de Serra Pelada, conhecida nacionalmente por sua história marcada pela mineração e pelas disputas relacionadas ao uso e à posse da terra.

Embora os detalhes das negociações permaneçam em sigilo, as sessões representam mais uma etapa do processo de mediação judicial, que busca construir soluções por meio do diálogo entre os envolvidos, evitando o agravamento do conflito e promovendo maior segurança jurídica às partes.

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