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Conselho da Comunidade visita obras de presídio em Parauapebas

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Fotos: Francesco Costa | Portal Pebinha de Açúcar

Não é de hoje que o Conselho da Comunidade luta para ver esse sonho virar realidade; já tendo feito inúmeras cobranças para que o Governo do Estado do Pará execute a obra conforme planejamento e disponibilidade de recursos, um investimento inicial que ultrapassa R$ 4,5 milhões.

Trata-se da construção da Cadeia Pública de Parauapebas, cuja obra foi iniciada em 2012 com uma previsão de entrega em 540 dias, cerca de um ano e meio, prazo que venceu em julho de 2014, porém, cinco anos depois de iniciadas as obras e três anos depois de expirado o prazo previsto para a conclusão, a realidade era desanimadora, pois as obras, que pararam tão logo iniciaram, ainda não haviam sido retomadas.


E não era por falta de cobrança de conselhos e entidades como, por exemplo, do Conselho da Comunidade e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção/Parauapebas, que inúmeras vezes acionaram a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (SEGUP), através da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (SUSIPE), nem por falta de promessas.

As obras foram retomadas, e hoje a realidade vista é bem diferente. Fato provado em visita do Conselho da Comunidade ocorrida na tarde desta quarta-feira (27), quando o presidente do órgão, advogado Helder Igor Sousa Gonçalves e diversos conselheiros estiveram no local na companhia do Juiz de Direito, Ramiro Almeida Gomes, titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parauapebas, e do diretor da carceragem de Parauapebas, Murilo Barbosa de Sousa. “Fiquei surpreso com o que vimos. A obra já está em fase bem adiantada e deve ser entregue breve para a população carcerária que terá mais conforto para cumprir suas respectivas penas”, afirmou Helder Igor, dando conta de que para os advogados também representa melhores condições de trabalho, pois, muitos presos que cumprem pena em Marabá são assistidos por advogados de Parauapebas, o que dificulta os trâmites.

Para o Juiz de Direito, Ramiro Almeida Gomes, o presídio, depois de inaugurado, terá grande repercussão para a região uma vez que o preso já sentenciado poderá optar por ficar na cidade onde tem seus familiares. “A ressocialização de presos tem muito a ver com a relação com a família de quem receberá apoio para, paulatinamente, ser reintegrado à sociedade”, explica Ramiro Gomes, dando por certo a economia para o Estado que não precisará locomover os presos que estejam em outros presídios e responde por outra denúncia.

 

O engenheiro civil Carlos Henrique Cunha é o responsável técnico pela obra que está sendo executada pela empresa CHR Engenharia e Construções, ele detalha que o presídio tem 37 celas com capacidade para oito detentos, cada; oito celas individuais; mais duas celas para pessoas com deficiência; o que possibilita receber 306 presos. “A previsão de entrega da obra é para o mês de abril, podendo ocorrer um mínimo atraso devido às intensas chuvas”, prevê Carlos Henrique.

Sempre acreditando na possibilidade de ressocialização dos presos através de cursos profissionalizantes, o diretor da carceragem Murilo Sousa, não escondeu a alegria ao ver as salas de aula, sala de informática e biblioteca, formando um espaço pedagógico para a recuperação dos detentos. “Aqui tememos mais possibilidade para continuar fazendo o trabalho já iniciado na simples carceragem do Bairro Rio Verde; dando oportunidade para quem quer ganhar a liberdade com qualificação para não precisar voltar ao crime”, explica Murilo.

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