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Depois de 45 anos, pai e filha se reencontram em Parauapebas

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Em 1975 o senhor Adalto se separou da mulher e veio para o sudeste do Pará em busca de trabalho

Hoje, com 76 anos de idade, o senhor Adalto Soares de Sousa reencontrou a filha mais velha, graças a ajuda de uma amiga que postou nas redes sociais a foto dele contando a história de vida desse senhorzinho. Segundo Adalto, quando chegou na região, Parauapebas era apenas uma fazenda.
“Quando vim para aqui, em busca de emprego, eu me separei da mãe dos meus filhos, pois ela brigava muito comigo e esta minha filha tinha apenas dois anos, aqui em Parauapebas era uma fazenda, eu tomava banho e pescava neste igarapé que passa aqui perto, o igarapé Ilha do Coco, e tinha um curral aqui perto”, explica o senhor apontando para Rua Rio de Janeiro, no Bairro Rio Verde.


Dona Joanes Santos conheceu o bom velhinho lá no Garimpo das Pedras, e logo fizeram amizade, e segundo ela, sempre ele ficava triste quando ela ia no local com os filhos.
“Um dia perguntei porque sempre ficava triste quando eu vinha com meus filhos, aí ele me contou que há 45 anos ele não via os filhos e perdeu o contato, e que ele não queria morrer sem reencontrar os três filhos”, relata a dona de casa, toda emocionada.

Logo, Joanes anotou em um caderno toda a história do senhor Adalto, como nome e sobrenome de toda a família e de outras pessoas que ele se lembrava do município de Portel, na Ilha do Marajó.
“Com todas as informações, cheguei em casa e escrevi tudo que tinha anotado, coloquei uma foto e publiquei no meu Facebook. Algumas pessoas compartilharam minha publicação, mas nada relevante, e uma amiga de Belém, Deise, me pediu que mandasse todas as informações que eu tinha colocado no meu face, porque ela tinha algumas amigas de Portel. E não é que ela encaminhou para a amiga e acharam a filha mais velha em menos de uma semana”, conta dona Joanes, toda orgulhosa pela conquista.

Então, a filha que trabalha como sacoleira lá no Marajó, entrou em contato e arrumou as malas para vir buscar o pai, que ela não tinha notícias desde criança.
“Quando vi todas as informações e a foto, eu sabia que era meu pai, ele saiu de casa com 31 anos e nunca mais vi ele, as pessoas lá onde eu moro falavam: seu pai já morreu, e no meu coração algo me dizia que não, que ele estava vivo, e que um dia eu iria me encontrar com ele”, enfocou dona Maria de Nazaré Soares, já em prantos.

Mas dona Joanes não teve tempo de contar para Adauto que encontrou uma pessoa que aparentemente era a filha dele, mas o senhor de 76 anos contou algo que ele considera um aviso de Deus.
“Eu estava no Garimpo das Pedras e de noite eu sonhei que alguém me falava, vai para Parauapebas na casa da Joanes que alguém está te esperando. No outro dia arrumei minhas coisas e vim para a cidade, e quando cheguei, meu coração quase parou quando vi aquela mulher parada na sala, eu sabia que era minha filha Maria de Nazaré”, conta Adalto secando as lágrimas que escorria pelo rosto todo enrugado.

Pai e filha puderam dar um abraço apertado que estava guardado nos sonhos por 45 anos e o simpático senhorzinho agora vai para Portel, reencontrar os outros 2 filhos, amigos e parentes que ainda vivem por lá.
“Por muitos anos eu trabalhei para juntar dinheiro para voltar para minha cidade, mas sempre quando estava com algo guardado algo acontecia, na última vez que pensei em ir, meu dinheiro foi roubado, aí pensei: vou parar de sonhar em voltar para Portel e ver minha família, pois sempre acontece algo que não consigo ir, e agora estou aqui com minha filha do meu lado”, disse Adalto, querendo contar para filha que nunca desistiu deles.

Filha e Pai já pegaram o ônibus para a capital paraense, depois vão pegar um barco para seguir viagem para Portel, e logo vamos saber como foi a recepção da cidadezinha de mais de 50 mil habitantes do homem que por 45 anos ficou perdido da família, trabalhando nas fazendas da região, na “Capital do Minério”.

Reportagem: Adersen Arantes | Portal Pebinha de Açúcar

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