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Diretor de escola é vítima de sequestro-relâmpago em Parauapebas

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Era por volta das 22 horas de terça-feira (28) quando a festa em comemoração aos 30 anos da Escola Estadual de Ensino Médio Eduardo Angelim se encerrava, e o diretor da unidade, Carlos Eduardo do Nascimento, dirigia-se para sua caminhonete preta, estacionada na Rua Rio de Janeiro, a menos de 50 passos do portão da escola. Estava tudo aparentemente tranquilo até que, na esquina, um elemento com capacete na cabeça lhe deu voz de assalto. Era o início de uma noite de terror para o educador.

O bandido, que se sentou no banco detrás e estava a todo momento com uma arma apontada para a cabeça de Carlos Eduardo, obrigou-o a não dizer uma só palavra e seguir suas ordens. O elemento ordenou que o diretor seguisse pela rua lateral da Escola Paulo Fonteles até o morro nas proximidades da caixa d’água do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep).


No destino, outro meliante o aguardava sobre uma moto para lhe dar cobertura. De Carlos Eduardo foram roubados pulseira e cordão de ouro, relógio esportivo e R$ 1.600 que ele carregava na bolsa. Os “pilas” não quiseram carregar o aparelho Iphone da vítima talvez temendo posterior rastreamento.

Após saquear os pertences do diretor, os sujeitos ordenaram-lhe entrar na caçamba da caminhonete e recomendaram: sair apenas cinco minutos depois. Se desobedecesse, seria liquidado. Foi tudo muito rápido e não demorou mais que meia hora.

OS MELIANTES

Carlos Eduardo diz que nunca antes tinha visto os meliantes. O sujeito que o atacou trajava camiseta clara e short verde, era pardo, magro, aparentava ter 1 e 65 de altura e entre 20 e 25 anos. As características de seu comparsa sumiram na escuridão da noite.

“Assim que ele me abordou, foi logo ameaçando: ‘Entre no carro. Se você reagir, eu te mato. Não tenho nada a perder. E hoje eu tô com vontade de despachar um’. Evidentemente, eu não reagi”, relembra o diretor, que registrou um boletim de ocorrência na 20ª Seccional de Polícia Civil. Carlos Eduardo também pediu vista das câmaras de segurança instaladas na Rio de Janeiro para tentar identificar os assaltantes.

A vítima chama atenção para o fato de que assaltos na Rua Rio de Janeiro, sobretudo no perímetro entre as escolas Eduardo Angelim e Paulo Fontes, são constantes. Particularmente à noite, quando os alunos e os professores estão saindo. “A polícia precisa intensificar as rondas nesse local, e é necessário instalar câmera no poste da esquina da Eduardo Angelim porque as duas escolas se localizam perto de uma área de risco [Morro do Macaco]”, sugere.

“A câmera que existe não foca a entrada e a saída de alunos e funcionários das escolas. Além disso, os órgãos responsáveis precisam manter a iluminação pública necessária porque, na escuridão, nós, cidadãos de bem, ficamos à mercê de elementos vadios e que veem no submundo do crime uma alternativa de ganhar dinheiro fácil.”

LADROAGEM
De cada 100 habitantes do município, um é ‘pila’

Parauapebas está um município cada vez mais perigoso. Seu crescimento desordenado durante duas décadas trouxe a reboque uma miríade de ladrões e criminosos de outras naturezas que enxergam no trabalhador suas vítimas preferenciais.

Crimes violentos e contra a pessoa, como o sequestro-relâmpago de que o educador Carlos Eduardo foi vítima, têm aumentado assustadoramente por aqui, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup). Sete anos atrás, conforme estatística da Segup, a ocorrência de um cidadão qualquer ser atacado por um “pila” em Parauapebas era de dois casos em cada grupo de mil pessoas. Atualmente, disparou para 11 casos por mil.

Em linhas gerais, seria presumível dizer que em cada grupo de 100 parauapebenses, um tem tendência a cometer delitos – e o praticará no decorrer de um ano.

“É preocupante a situação da segurança pública na região, e as autoridades precisam ficar atentas a fim de evitar que pessoas de bem sejam mortas por cabras safados que estão aí, infiltradas na sociedade, apenas para tirar o pão de cada dia do trabalhador e, muito pior, tirar a chance maior de ganhar esse pão, que é a chance de viver”, encerra Carlos Eduardo, agradecendo a Deus por estar vivo.

Reportagem: André Santos – Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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