Economista comenta sobre aumento do preço do gás de cozinha em Parauapebas

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A PETROBRAS anunciou na semana passada um reajuste de 5% no preço médio do gás liquefeito de petróleo, também mais conhecido como gás de cozinha

Mas uma pergunta surge no ar é: A PETROBRAS informou na última segunda-feira a redução do preço médio do diesel em 4% nas refinarias, e da gasolina 5%, e porque o preço do Gás de cozinha subiu, já que é um produto também derivado do petróleo?


A equipe do Pebinha de Açúcar procurou o economista Marco Antônio para tentar entender isso, e ele explica que tudo depende do mercado exterior.

“Existe uma política adotada pela Petrobras, desde 2018, que acaba fazendo que o aumento do gás acompanhe os cenários internacionais, e tudo que acontece lá fora de especulação acaba refletindo também nesta composição do preço”, ressalta o economista.

O especialista também ressalta que o dólar é um dos vilões, que nos últimos dias teve uma alta de 1,31%, mas também o que vem acontecendo no mercado interno, é um dos fatores determinantes no aumento não só do gás.
“É outra coisa que se tem que ter em conta, é o aumento de renda, gerado pelo Auxílio Emergencial, pois o governo injetou bilhões de reais na economia e lei da oferta e demanda entra em ação”, explica Marcos, ressaltando os fatores do mercado internacional, aumento do dólar e o cenário interno.

Outro questionamento é porque gás chega em Parauapebas a mais de R$ 90,00 sendo que em outras cidades do estado o botijão é vendido a menos de R$ 80,00 e o economista conta que a diferença dos preços tem outros fatores determinantes.
“Aqui entramos nas margens de lucro de distribuidoras e revendedoras e transporte, não deveria ter tantos atravessadores, até chegar na casa do consumidor, a PETROBRAS deveria assumir extração, o envasar o gás nos botijões e a distribuição, tudo na mesma escala para ter um preço igualitário em todo o território nacional”, reforça Marcão, explicando que este é um dos motivos que o atual governo quer privatizar a estatal.

 

Em nota, a PETROBRAS explica que a composição de preços do GLP é assim dividida: 41% de realização da Petrobrás; 3% de impostos federais, o PIS e COFINS; 16% do tributo estadual imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS); e 40% distribuição e revenda.

Também a estatal ressalta que desde novembro de 2019, a empresa igualou os preços de GLP para os segmentos residencial e industrial/comercial, e que o GLP é vendido pela PETROBRAS a granel. As distribuidoras são as responsáveis pelo envase em diferentes tipos de botijão e, junto com as revendas, são responsáveis pelos preços ao consumidor final.

 

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