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Em Marabá, fazendeiro faz vídeo lamentando assassinato de seus funcionários

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‘Por que queimar o corpo? Como vou entregar eles para a família assim?’ disse o proprietário, revoltado

Dois funcionários de uma fazenda de Marabá, no sudeste do Estado, foram mortos e tiveram os corpos queimados no último sábado (25). Segundo informações do proprietário das terras, o empresário Evandro Cegão, os homens invadiram a Fazenda Pacajá e, após atirarem contra os dois funcionários, queimaram os corpos no local, incendiando uma pequena estrutura que servia de abrigo para eles.  As vítimas foram identificadas como Paulo de Tasso da Silva, de 36 anos, e Arleis Pereira de Souza, 31.

O 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM) confirmou a ocorrência. Segundo as autoridades, ainda há poucas informações sobre o caso. O empresário acusa grupos de invasores de terras como autores do duplo homicídio, mas até o momento, nenhum suspeito foi identificado. Segundo o Evandro, os assassinos chegaram à Fazendo Pacajá atravessando terras indígenas, que fazem fronteira com a propriedade, de 75 alqueires, que fica na área de Plano Dourado, já próximo a São Félix do Xingu.


Evandro Cegão é conhecido em Marabá e região por seus empreendimentos na rede hoteleira. O empresário, que é deficiente visual, fez um vídeo e divulgou nas redes sociais, onde lamenta a morte de seus funcionários. “Estou indignado por terem matado dois trabalhadores meus. Esses bandidos fizeram isso! Os outros fazendeiros não têm coragem  e se escondem, mas eu não! Eu não tenho medo de vocês! Além de matar o trabalhador, ainda queimaram o corpo! Por que queimar o corpo? Como vou entregar eles para a família assim?”, diz o homem, revoltado, em frente aos corpos carbonizados.

Segundo o fazendeiro, o caso ainda não foi levado até a Delegacia de Conflitos Agrários (DECA) de Marabá pois ele estava providenciando a remoção dos corpos e o traslado para fora do Estado. Um terceiro trabalhador teria sido ferido a tiros e corrido para uma região de mata, mas foi encontrado mais tarde após o tumulto, sem ferimentos.

Fonte: ORM News

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