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Em Marabá, mãe abandona bebê em caixa de papelão e deixa bilhete

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Caixa de papelão no local em que o bebê foi encontrado na manhã desta quarta-feira/ Foto: Divulgação

Ainda é desconhecida a identidade de uma mulher que abandonou um recém-nascido na porta de uma residência na manhã desta quarta-feira, 12, na Folha 15, Nova Marabá. Do sexo feminino, o bebê estava envolto em panos, dentro de uma caixa de papelão.

Na carta, a mãe dizia não ter condições de cuidar da criança, pedindo aos donos da casa que ficassem com a menina, chegando mesmo a indicar que ela nascera por volta de 6h30 de ontem, terça-feira, 11.


A Reportagem conversou por volta de 14h20 da tarde de hoje com Cledson Freitas, dono da residência onde o bebê foi deixado na Folha 15, Quadra 3 Lote 26. Ele disse que acordou por volta de 6 horas e foi à garagem por volta de 6h15 para tirar o carro, que emprestaria para um amigo. De lá, ele avistou, pela grade, uma caixa onde encontrou a criança e a carta. Ele e a esposa Rosedaiana Miranda levaram o bebê para dentro de casa e, de imediato, ligou para a Polícia Militar, que enviou uma viatura ao local, mas os policiais foram embora sem levar a criança.

Diante disso, Cledson procurou o número do Conselho Tutelar da Nova Marabá na Internet, ligou e foi atendido prontamente. Contou que dois conselheiros, de prenome Edivaldo e Reginaldo, foram a sua residência logo em seguida, avaliaram a situação e levaram a recém-nascida para o Hospital Materno Infantil. De lá, o casal foi para a DEACA (Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente), onde registrou ocorrência. Freitas disse que, apesar da situação emblemática, a família tem interesse em adotar a criação formalmente e que se habilitará perante a justiça.

Por meio da Secretaria de Comunicação da Prefeitura, a Reportagem foi informada que, assim que chegou, o bebê abandonado dentro da caixa de papelão foi internado na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) porque havia sinais de que o bebê nasceu em casa e corria risco de infecção, já que o cordão umbilical foi cortado mas não “clipado”, expressão usada por profissionais de saúde para explicar o fato de que o local de corte do cordão estava aberto, algo que não ocorreria em uma maternidade. O bebê está tomando medicação, mas seu estado de saúde está estabilizado.

O Conselho Tutelar explicou ao CORREIO DE CARAJÁS que a família que encontrou o bebê não poderá ficar com ele diretamente. Eles elaboraram um relatório do caso e encaminharam o documento para a Vara da Infância e Adolescência na tarde de hoje. Depois que receber alta, o bebê deverá ser encaminhado para o EAP (Espaço de Abrigo Provisório) até que a justiça decida quem ficará com a menina, já que há uma fila de espera para adoção.

O bebê já está na UCI do Hospital Materno Infantil e de lá seguir para o Espaço de Abrigo Provisório

E QUEM É A MÃE?

Nem Conselho Tutelar nem a família de Cledson têm informações sobre a identidade da mãe. Todavia, a Reportagem do CORREIO recebeu ligação na tarde de hoje de uma pessoa que informou ser moradora da Folha 15, dizendo que a mãe, provavelmente, seria uma mulher que reside na mesma rua da família onde o bebê foi abandonado. Ela estava grávida e foi vista hoje sem barriga, com roupas sujas de sangue, o que causou estranheza para a vizinhança.

Abandono de incapaz é crime. A legislação prevê que a gestante ou mãe que manifeste interesse em entregar o filho para adoção, antes ou depois do nascimento, será encaminhada à Vara da Infância e da Juventude. Ela será encaminhada para rede assistencial e, caso não haja outra pessoa da família interessada em ficar com a criança, a mãe será assistida no parto e a criança será encaminhada à adoção dentro das formalidades legais.

CARTA ENCONTRADA COM O BEBÊ

Leia, abaixo, a íntegra do bilhete encontrado junto com o bebê:

“Venho te pedir que você adote essa criança, pois eu estou lhe dando porque infelizmente eu não posso ficar.

Sou mãe muito nova e não tenho condições de ficar, não se preocupar que nunca vou lhe pertubar pois só quero que você cuide ame e fique com ela como se fosse sua filha. Eu não lhe conheço mas sei que você vai cuida-la muito bem é de coração partido que estou lhe dando, mais não posso ficar.

Ela nasceu ontem não tenho nada para vestila. Só quero que você seja uma mãe que não posso ser.

Obrigada!

Ela nasceu ontem as 6:30 da manhã”.

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