Aline Silva Lermen afirma que intermediário descumpriu contrato, forneceu endereço falso e financiou veículo em outro estado sem autorização; prejuízo supera os R$ 100 mil

A empresária Aline Silva Lermen utilizou suas redes sociais para relatar o que descreve como uma transação fraudulenta envolvendo a venda de sua Toyota Hilux SW4. O caso, registrado na Polícia Civil como estelionato, aponta o intermediário identificado como Camilo Corrêa como o principal envolvido.
O histórico da negociação
De acordo com os relatos da empresária, a caminhonete chegou a ficar por mais de um mês exposta em uma concessionária pertencente a um familiar de Camilo. Sem sucesso na venda durante esse período, Aline retirou o veículo da loja. Pouco tempo depois, Camilo a procurou em sua residência para buscar o automóvel e iniciar um novo processo de venda, alegando ter um comprador interessado.
A transação foi firmada sob contrato, mas Aline afirma que as cláusulas de pagamento foram sistematicamente descumpridas.
Prejuízo e inconsistências
Até o momento, a empresária relata que Camilo repassou cerca de R$ 140 mil, restando um saldo devedor considerável. Aline ressalta que, se fossem aplicadas as multas e correções previstas no contrato assinado devido aos constantes atrasos, o valor em aberto seria ainda maior.
Além da dívida financeira, a investigação particular da empresária revelou pontos que aumentaram a suspeita de má-fé:
- Endereço inexistente: O endereço fornecido pelo intermediário no contrato de compra e venda não foi localizado.
- Financiamento externo: O veículo teria sido levado para o estado do Piauí e financiado em nome de terceiros, sem o devido repasse total dos valores à proprietária.
- Inexistência de bens: Aline afirma que o acusado não possui bens registrados em seu nome que possam servir de garantia para a quitação da dívida.
Alerta à comunidade
Em vídeos publicados em seu perfil, Aline desabafou sobre a situação e pediu cautela a outros empreendedores da região. “Estou expondo este caso para que outras pessoas não passem pelo que estou passando. É um patrimônio conquistado com muito esforço que foi levado dessa maneira”, declarou.
O outro lado
Procurado por nossa reportagem, Camilo confirmou a existência da transação e o valor total de R$ 250 mil. Em sua defesa, ele sustenta que o caso se trata de um “desacordo comercial” e nega ter agido com a intenção de aplicar um golpe. Segundo sua versão, ele estaria buscando formas de finalizar os pagamentos, alegando dificuldades no fluxo financeiro combinado.
Investigação criminal
O Boletim de Ocorrência foi fundamentado no Artigo 171 do Código Penal (Estelionato). A Polícia Civil de Parauapebas deve agora apurar se houve o uso de artifícios fraudulentos, como o fornecimento de dados falsos, para induzir a vítima ao prejuízo.
O Portal Pebinha de Açúcar segue acompanhando o caso e mantém o espaço aberto para que as defesas técnicas apresentem notas oficiais.
ATUALIZAÇÃO (26/04/2026 – 13h37)
Após a repercussão da matéria, novos desdobramentos surgiram na manhã deste domingo (26). O intermediário da venda, Camilo Corrêa, entrou em contato com a equipe do Portal Pebinha de Açúcar para apresentar sua versão dos fatos e exigir correções.
A versão de Camilo Corrêa
Em nota enviada à nossa redação, Camilo afirma que o valor da dívida divulgado está incorreto e que atuou estritamente como intermediador. Segundo ele:
• O comprador original do veículo tentou quitar o débito oferecendo outros bens, que teriam sido avaliados pelos vendedores.
• A dívida teria sido transferida para um policial, sob o que ele descreve como “indícios de coação”, e que os pagamentos mais recentes foram feitos diretamente a esse novo detentor do crédito.
• Ele reitera que todos os envolvidos são residentes de Parauapebas com endereços conhecidos e que buscará medidas legais para resguardar sua imagem.
Novas declarações de Aline Lermen
A empresária Aline Silva Lermen também voltou a procurar nossa reportagem. Ela reafirmou integralmente as informações publicadas ontem (25), sustentando possuir provas de todas as irregularidades mencionadas.
Aline revelou ainda que, na manhã de hoje, uma terceira pessoa compareceu à sua residência apresentando-se como “avalista” de Camilo. De acordo com a empresária, esse indivíduo teria assumido o compromisso de quitar o saldo devedor em seis parcelas.
O Portal Pebinha de Açúcar continua acompanhando o desenrolar do caso e o andamento do inquérito policial.
Nota do editor: O Portal Pebinha de Açúcar preza pela transparência e pelo direito de resposta. Esta atualização visa dar publicidade aos novos fatos narrados pelas partes envolvidas após a publicação original.










