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Empresário acusa dono de imóvel de destruir boate para prejudicar processo

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Uma casa de eventos com inauguração aguardada pelos amantes de bons shows. Assim foi a expectativa em torno da DUBAI LOUNGE BAR que sofreu interdição no dia de sua inauguração, 12 de dezembro de 2013 em Parauapebas.

Um problema que vem rolando e espera decisão da Justiça, já que esta foi acionada dando a ordem de despejo ao proprietário da boate que conta ter tido grandes prejuízos, sendo eles: moral, psicológico e financeiro.


Sobre o investimento

Tudo teve início em 2013 com um grande projeto cultural a ser implantado em Parauapebas, um investimento feito pelo empresário do ramo, Ticiano Oliveira, em logística e espaço adequado para receber diversos shows de artistas de fama nacional.

O empresário Ticiano afirma que fez um investimento milionário para que a Boate Dubai fosse inaugurada em Parauapebas e com um ambiente definido e organizado com data para acontecer, no dia da inauguração a boate foi interditada. De acordo com Ticiano Oliveira, o prejuízo foi grande, “pois naquela noite de inauguração, a principal atração seria os artistas sertanejos João Neto e Frederico”, disse.

Os motivos da interdição, conforme conta Ticiano, foram denúncias nunca provadas, e mesmo com todas as documentações em dias, ele teve sua casa fechada, o que consequentemente o impossibilitou a trazer outros shows já comprados e agendados, tendo conseguido a tão aguardada inauguração 9 dias após.

Após a inauguração, a boate recebeu vários shows e o reconhecimento de um bom público que sempre prestigiou as festas realizadas na Dubai.

Com toda esta situação, de acordo com Ticiano, entrou na jogada o proprietário do terreno onde fora instalada a Boate Dubai, Carlos Ernesto, e propôs sociedade com Ticiano mesmo sem participar de nenhum tipo de investimento tendo como alegação ser o dono do lote.

Em contrapartida, Ticiano contou ao Pebinha de Açúcar que Carlos Ernesto teria proposto apenas a redução no valor do aluguel que havia sido negociado verbalmente em R$ 9,000,00 (nove mil reais), subindo depois para R$ 12,000,00 (doze mil reais). Para concluir a negociação, Ticiano disse que Carlos propôs ficar com a parte da frente do imóvel onde montaria uma pizzaria e ainda ficaria com toda benfeitoria feita por Ticiano.

Para evitar mais problemas e pensando ter resolvido os que já existiam, Ticiano diz ter aceitado a proposta de Carlos. Outro ajuste ainda foi feito no valor do aluguel que foi fixado em R$ 10,000,00 (dez mil reais) com seis meses de carências por conta das benfeitorias. “Mas assim como várias outras vezes o acordo não foi cumprido, por isso fiz pagamentos em juízo. E isso fez com que Carlos entrasse na Justiça que de forma célere mandou ordem de despejo com data para 15 dias após aquela data que era 13 de novembro de 2015 se eu não pusesse os aluguéis em dia”, conta Ticiano, garantido que estava tudo em ordem.

Mas para a surpresa do investidor no mesmo dia ás 14h30 a Justiça mandou outra notificação e desta vez com ordem de despejo imediato. E amparado nela, Ticiano afirmou ao Pebinha de Açúcar que Carlos Ernesto no mesmo dia entrou com uma retroescavadeira e começou a destruição e saqueamento de bens valiosos nas dependências da boate, como centrais de ar e outros equipamentos necessários para o funcionamento da boate que naquela época passava a se chamar Santa Fé e inauguraria um dia após a determinação da Justiça.

Porém, 18 dias após, Ticiano teve a reintegração de posse, mas com o imóvel totalmente destruído não teve como iniciar suas atividades e agora espera a Justiça. “Para promover o despejo a Justiça de Parauapebas foi extremamente célere, e agora não tem a mesma celeridade para mandar o agressor reconstruir o imóvel ou indenizar pelos danos que me causou”, reclama Ticiano.

O empresário diz esperar respostas, pois sua situação não é apenas financeira, mas principalmente moral. Em situação prejudicada também ficaram os funcionários que, com isso, perderam seus postos de trabalho em um momento em que o município passa por redução de contratações.

Outro lado

Visando fazer um jornalismo sério e sempre agindo com imparcialidade, a reportagem do Portal Pebinha de Açúcar se deslocou até a Pizzaria 275, que segundo Ticiano é de propriedade de Carlos Ernesto, para que ele comentasse sobre os assuntos desta matéria, porém, o mesmo não foi encontrado.
Nossa equipe de reportagem deixa espaço aberto para que Carlos Ernesto possa comentar sobre o assunto.

Fotos da boate antes da decisão judicial de despejo:

Fotos da boate após a decisão judicial:

Reportagem: Francesco Costa

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