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Empresários divulgam carta aberta ao prefeito de Parauapebas

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Durante a tarde desta quarta-feira (15), empresários do município de Parauapebas encaminharam ao prefeito Darci Lermen uma carta aberta. A equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar teve acesso ao documento, confira abaixo na íntegra:

“Sr prefeito, sabemos que o momento é de muitas dúvidas e até mesmo medo, pois estamos todos no mesmo barco, portanto, preocupados com o destino de nossa cidade e de nosso país.


Somos nesse momento, vítimas das mesmas circunstâncias e todos, sem exceção nenhuma estamos apreensivos com os momentos vindouros.

Somos uma parte importante da economia de nossa cidade e região, onde empregamos com carteira assinada, entre comércio e serviço cerca de 30 mil pessoas.
Que dependem diretamente do funcionamento de nossas empresas e de sua saúde financeira, pois sabemos que sem lucratividade nenhuma empresa sobreviverá o que consequentemente gerará demissão em cadeia.

Por esse e outros motivos entendemos, juntamente com todos os nossos colaboradores, a importância de mantermos nossas portas abertas, desde que respeitadas todas as recomendações dos órgãos de saúde. Acreditamos que essa é a medida que salvará o emprego e consequentemente a vida de pessoas que dependem dos salários para o sustento do seu dia a dia.

Nosso comércio em geral, é de empresas de pequeno e médio porte, com baixo fluxo de pessoas, mesmo em tempos de normalidades. Imagine agora, que a ordem é ‘fique em casa”, nos levando a funcionar hoje com cerca de 30% do movimento normal.

Atualmente estamos abertos apenas na esperança que se tenha atenuação dos inevitáveis prejuízos que virão em segmentos de nossos negócios.

Também entendermos que o empresariado local ja tomou todas as medidas necessárias para segurança de todos.

Sendo até mesmo um combatente daqueles que não estão obedecendo as regras pré-estabelecidas. Todos os funcionários usam mascara e álcool em gel, assim como o redesenho das distâncias das mesas e quantidade de cliente por atendimento, assim como largamente orientado.

Vale lembrar a vossa senhoria que estamos no mês de abril e portanto, início de ano. Período onde se tem o menor movimento do ano.

Mesmo sem esse trágico evento da Pandemia, a movimentação nas empresas ja era é baixa, sempre foi assim ao longo do anos.

Também levamos em consideração o cenário nacional e de algumas regiões onde o comércio manteve sua funcionalidade normalmente e outras que fecharam e ja reabriram, voltando a funcionar de forma adaptada, exemplo, Marabá e Araguaína, entre outras.

Como citado anteriormente sabemos da gravidade da situação , afinal antes de sermos empresários, somos pais, maridos ,filhos, irmãos,tios, avós e etc.

E como qualquer cidadão de nossa cidade estamos preocupados com nossa segurança e daqueles que amamos.

Infelizmente o contagio ja é comunitário e as medidas que o poder público deve tomar, se já não as tomou, são outras.

Aproveitando o espaço deixo aqui alguns questionamentos feito por esse seleto grupo de empresários de nossa cidade:

• Quais providências concretas foram tomadas para atenuar o contágio entre as pessoas?
• Qual a capacidade de nosso hospital, quantos leitos temos ocupados hoje?
• Quais medidas foram tomadas para evitar aglomerações das pessoas em casas lotéricas e bancos?
• Observamos grande fluxo de pessoas fazendo caminhada as 18 horas PA-275 , quais medidas foram tomadas pra conscientização dessas pessoas?
• No bairro de Carajás as ruas estão sendo lavadas diariamente com produtos químicos, visando a redução do virus na comunidade, porque tal medidas não foram adotadas na cidade?
• Sabemos que as coisas poderão piorar com o aumento de contágio, já ouvimos falar da construção do hospital de campanha, o Sr tem algum documento que comprove que o mesmo será construído?
• A PMP pode apresentar os gastos feitos até aqui depois de decretada estado de calamidade?
• Sabendo que a VALE é uma das maiores empregadora do município e também uma das grandes responsáveis pelo ciclo migratório de nossa região, porque a mesma não assumiu o protagonismo juntamente com a PMP a frente dessa crise de saúde?
• o Sr pretende parar a VALE? Visto que a mesma emprega mais de cinco mil pessoas direta e indiretamente?

Por fim, nos colocamos a sua inteira disposição para ajudarmos no que for preciso em nossa comunidade, nosso papel aqui não é de confronto e sim de parceria, pois sabemos que juntos teremos mais chances de vitória no enfrentamento da atual situação”.

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