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Entidades manifestam apoio aos trabalhadores mobilizados contra o anúncio de PLR zero da Vale

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Com a alegação de que não obteve lucro no exercício de 2015 devido à queda no preço das commodities (matérias-primas com cotação global), a Vale anunciou dia 15/2 que a empresa não atingiu a geração de fluxo de caixa mínimo que serve como gatilho da PLR, portanto os trabalhadores(as) não receberam nenhum valor este ano. E mais: que a decisão é inegociável com os sindicatos. Desde que a PLR foi instituída, há 20 anos, é a primeira vez que isso acontece. No ano passado, por exemplo, a PLR ficou na média de 5,1 salários.

A informação deixou todos indignados, trabalhadores(as) e suas representações. Para o presidente da recente criada FITEM (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Extração Mineral do Brasil), Maílson Gonçalves Souza, do SINDIMINA/Serrinha e Região, ao condicionar o pagamento da PLR ao gatilho, a empresa está jogando só nos ombros do trabalhador o risco do seu negócio. “Ela está penalizando os trabalhadores por fatores que não dependem do desempenho deles. Enquanto empresa e acionistas não são penalizados, quando muito, têm seus dividendos diminuídos, mas recebem todos os anos as suas partes nos lucros”, afirma.


A presidenta da CNQ-CUT, Lucineide Varjão, chama atenção para outra importante consequência social e econômica sobre essa decisão da Vale. “Além de uma importante e merecida complementação salarial, a PLR é um recurso fundamental injetado no mercado de consumo nas cidades em que a Vale atua e em toda a cadeia produtiva, dos setores de comércio e serviços à indústria. O prejuízo das economias das cidades e estados em que a Vale atua é gigantesco. Mais uma vez, a exemplo do que acontece com a tragédia de Mariana, a Vale mostra seu descompromisso com a sociedade onde atua e de onde retira toda a riqueza mineral”, pontua.

Fonte: Central Única dos Trabalhadores (CUT)

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