Equatorial assina convênio de R$ 300 mil com projeto esportivo ‘Ferinhas do Norte’ em Parauapebas

O aporte financeiro, viabilizado pela Lei de Incentivo ao Esporte, beneficiará 100 crianças e adolescentes com a prática de handebol e acompanhamento multidisciplinar.

No final da tarde de ontem, durante o prestigiado evento Giro Parauapebas, o esporte e a inclusão social ganharam um reforço de peso no município. O Grupo Equatorial assinou um convênio no valor de R$ 300 mil destinado ao projeto “Ferinhas do Norte”. A iniciativa promete transformar a realidade de dezenas de jovens através da prática do handebol.

A Associação de Desportos Carajás – Carajás Handebol, entidade à frente do projeto, tem uma história de mais de 10 anos de dedicação em Parauapebas, com forte atuação também no município vizinho de Marabá. Ao longo de sua trajetória, a associação desenvolveu programas sociais de destaque, como o “Iniciação Esportiva” e o próprio “Carajás Handebol”. O foco principal é utilizar o esporte como ferramenta para o desenvolvimento integral e a inclusão de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, além de democratizar o acesso à prática esportiva.

O projeto “Ferinhas do Norte”, que captou os recursos através da Lei de Incentivo ao Esporte (11.438/06), tem metas claras para os próximos 12 meses. A iniciativa vai atender 100 crianças e adolescentes, com idades entre 5 e 17 anos. Muito além das quadras, os participantes contarão com uma estrutura de apoio completa: as aulas serão ministradas por profissionais de Educação Física, e os jovens terão acompanhamento constante de psicólogos e assistentes sociais.

Segundo a direção da entidade, o aporte da Equatorial chegou em excelente hora para garantir a continuidade das atividades, que também contam com o patrocínio da Vale.

Esporte, educação e inclusão

Durante o evento, Roger Moura, presidente e um dos fundadores da Associação de Desportos Carajás, subiu ao palco para falar sobre o propósito maior do projeto, que vai muito além das quatro linhas da quadra.

“Damos essa oportunidade para as crianças estarem saindo das telas, aprendendo o companheirismo coletivo”, destacou Roger. Ele também frisou a importância do foco nos estudos e do acompanhamento escolar que a associação realiza. “Uma coisa que eu sempre falo para eles: estudem. O handebol não é igual ao futebol. O handebol te dá oportunidades. As oportunidades, você se prepara para elas. Quando ela passa, você tem que estar pronto e você agarra elas”, aconselhou.

Apoio que transforma vidas

Representando o Grupo Equatorial Pará, o superintendente Sidney Tavares elogiou a dedicação da equipe do projeto e ressaltou o poder transformador de iniciativas que unem o setor privado e o voluntariado.

Em uma fala direcionada a Roger Moura, Sidney reconheceu os desafios enfrentados para manter o projeto vivo — como a busca por recursos para viagens, alimentação e hospedagem nos finais de semana de competição —, mas exaltou o impacto gerado: “Trabalhar com o voluntariado, com missão social é uma decisão e pode-se dizer que é uma missão. Pode ter certeza que você faz a diferença na vida dessa molecada”.

O superintendente finalizou destacando o lado humano da parceria: “Acredito que Ele [Deus] age na vida das pessoas através de pessoas. Com certeza Ele te utiliza para fazer a melhoria na vida dessas crianças”.

Celeiro de campeões

O trabalho social de base em Parauapebas tem dado frutos consistentes, revelando grandes talentos para o esporte de alto rendimento no estado. O projeto serve como a principal porta de entrada para competições de alto nível.

“São desses projetos que selecionamos os atletas para competir em nossa equipe de rendimento, nos quais já possuímos vários títulos, tais como os atuais campeões paraenses na categoria mirim (masculino e feminino), e o 3º lugar no Campeonato Brasileiro de Clubes Mirim Masculino, além de vários outros títulos importantes”, ressaltou Roger Moura.

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