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Estrada de acesso ao Projeto S11D continua interditada em Canaã dos Carajás

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De acordo com informações chegadas ao Portal Pebinha de Açúcar, a interdição foi motivada entre outras questões, pelos recentes despejos de mais de 1.500 famílias sem-terra e sem-teto de terras públicas no município de Canaã dos Carajás.

Segundo os manifestantes, apenas na área rural foram mais de 100 hectares de roças com arroz, feijão, milho, mandioca, abóbora entre outros produtos agrícolas que foram destruídos pelos guardas de segurança da mineradora Vale quando do despejo das famílias do Acampamento Grotão do Mutum.


O acampamento faz parte de um conjunto maior de áreas ocupadas por trabalhadores sem-terra, que reivindicam terras concentradas pelas Vale desde os anos 2000. Desde então a mineradora se tornou dona de grande parte das terras agricultáveis do município.

Os manifestantes afirmaram à imprensa que a interdição da estrada permanecerá até que o INCRA e o Programa Terra Legal se posicionem sobre o levantamento das terras públicas adquiridas pela Vale, bem como, da indenização por parte da empresa em relação aos prejuízos causados aos trabalhadores despejados.

Vale se manifesta

A equipe de reportagem do Portal Pebinha de Açúcar entrou em contato com a Assessoria de Comunicação (ASCOM) da Mineradora Vale, que por sua vez nos encaminhou a seguinte nota:

“A Vale informa que um grupo de invasores interditou na madrugada de segunda-feira (22), a VS-40, em Canaã dos Carajás. A ação impede o direito de ir e vir dos cidadãos, coloca em risco a integridade dos trabalhadores que estão alojados ou impedidos de se deslocar para o trabalho. A interdição impacta ainda a economia local, com prejuízo à arrecadação de impostos e a atração de novos investimentos para a região. A obstrução de vias públicas e a invasão de propriedade privada são considerados crimes pelo Código de Trânsito e Código Penal, respectivamente.
A empresa esclarece também que a Justiça Estadual concedeu liminar de reintegração de posse da fazenda São Luiz, de propriedade da Vale, adquirida legalmente em 2013, visando o atendimento do Plano de Compensação Ambiental exigido pelo IBAMA. O imóvel possui um acervo representativo do seu ecossistema de canga, extremamente raro e com atributos específicos tais como espécies nativas, cavernas em formação ferrífera, nascentes de recursos hídricos e sua biodiversidade é de grande importância como local a ser protegido.
A Vale informa que políticas públicas voltadas para a reforma agrária não competem à iniciativa privada. Dentro da sua política de responsabilidade social, a empresa tem mantido o diálogo com o Incra e o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e realizado diversas ações no município de Canaã voltadas para o fomento da atividade agrícola. A empresa adotará as medidas judiciais cabíveis para desobstrução da via”.

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