Inexistência de laboratórios, elevadores inoperantes e transporte escolar em péssimas condições são os principais alvos das reclamações; alunos alegam descaso da Reitoria em Belém

Desde o início de 2026, universitários da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em Parauapebas, têm utilizado as redes sociais e canais de imprensa para denunciar o estado de abandono do campus local. Os estudantes relatam que a falta de investimento federal tem comprometido diretamente a qualidade do ensino e a segurança de quem frequenta a instituição.
Como uma instituição pública federal, a UFRA é mantida por verbas do Ministério da Educação (MEC). No entanto, os alunos afirmam que os recursos não estão chegando de forma adequada à unidade de Parauapebas, resultando em uma estrutura física degradada.
Denúncias de infraestrutura
O estudante de Enfermagem Arthur Dantas, de 19 anos, detalhou em entrevista ao Portal Pebinha de Açúcar a gravidade da situação. Segundo ele, problemas básicos de acessibilidade e segurança são rotina no prédio.
- Acessibilidade inexistente: O elevador do prédio está permanentemente em manutenção, impossibilitando o acesso de pessoas com deficiência física aos andares superiores.
- Risco de acidentes: Foi necessária a remoção de lajotas da parte externa do edifício para evitar que despencassem sobre os alunos.
- Falta de água potável: Os bebedouros da instituição não funcionam adequadamente.
- Déficit acadêmico: O curso de Enfermagem, pertencente à área da saúde, não possui laboratórios próprios, professores suficientes ou salas de aula adequadas às suas necessidades específicas.

Transporte em situação crítica
Outro ponto crítico é o transporte escolar utilizado pelos universitários. Raquel da Silva Rocha, aluna de Zootecnia, relatou que o ônibus utilizado para aulas práticas e deslocamento urbano está sucateado.
- Insegurança: O veículo não possui cintos de segurança para os passageiros.
- Falta de climatização: O sistema de ar-condicionado está inoperante, obrigando os alunos a viajarem com as janelas abertas em meio ao calor da região.
- Dificuldade de mobilidade: Por diversas vezes, aulas práticas são canceladas devido à falta de combustível, ausência de motorista ou quebras mecânicas no ônibus.
Raquel destaca que outras unidades da UFRA possuem frotas modernas e bem cuidadas, o que acentua a sensação de descaso com o campus de Parauapebas.
Mobilização estudantil
Os universitários organizaram protestos com faixas afirmando que “Estrutura digna é direito, não privilégio”. Para os manifestantes, a disparidade entre os investimentos feitos na reitoria em Belém e nos campi do interior é evidente.
“Parauapebas é um dos campos que mais produz intelectualmente para a UFRA, com reconhecimentos e produção de material científico, mas somos esquecidos pela reitoria de Belém”, desabafou Arthur Dantas.
A equipe do Portal Pebinha de Açúcar está à disposição para ouvir o posicionamento oficial da Reitoria da UFRA e do Ministério da Educação sobre as providências que serão tomadas para sanar as irregularidades apontadas.








