Relato que circula nas redes sociais aponta que o veículo da empresa Parvi rodava com problemas mecânicos conhecidos; trabalhador afirma ter alertado sobre riscos de acidente

O acidente envolvendo um ônibus da empresa Parvi, ocorrido na manhã desta sexta-feira (24) nas proximidades da Oficina Centralizada da Vale, em Carajás, ganhou um novo e alarmante capítulo. Um áudio que circula nas redes sociais, atribuído a um suposto motorista da empresa, revela que o tombamento pode ter sido o resultado de negligência na manutenção preventiva.
No registro sonoro, o homem afirma categoricamente que já havia alertado a empresa diversas vezes sobre o estado precário do veículo. “Esse carro está com problema na direção, o setor de direção está quebrado. Gente, arrumem esse carro”, diz um trecho do desabafo.
Relatos de falhas e alertas ignorados
De acordo com o áudio, o profissional teria formalizado diversas Ordens de Serviço (OS) apontando o risco iminente de uma tragédia. Ele descreve que, em situações de uso, o veículo não respondia adequadamente: “Eu jogava o carro para um lado e o carro ia para o outro. Eu quase passei direto em uma curva”, relatou o homem, visivelmente indignado com a situação.
O relato sugere ainda que a gerência da empresa teria conhecimento do problema, mas que o ônibus continuava em operação sem os reparos devidos. “Será que vocês só vão arrumar esse carro depois que acontecer um acidente?”, questionou ele em comunicações que teriam sido feitas antes do episódio desta sexta-feira.
O acidente
O ônibus, que transportava trabalhadores, tombou no início da manhã nas dependências da mina. Apesar da gravidade do impacto, as informações preliminares confirmam que não houve vítimas fatais, apenas passageiros com escoriações leves. No áudio, o autor atribui a ausência de algo mais grave a um “milagre”.
Espaço aberto
A equipe de reportagem do Portal Pebinha de Açúcar informa que tanto a mineradora Vale quanto a empresa Parvi têm espaço garantido nesta reportagem para apresentar suas versões dos fatos e esclarecer as denúncias de falta de manutenção citadas no áudio, caso queiram se manifestar oficialmente.
As causas reais do acidente e as responsabilidades envolvidas devem agora ser apuradas pelos órgãos de fiscalização competentes.












