Confirmados
27.650
Recuperados
18.995
Óbitos
190

 Publicidade

“Eu errei, fui infeliz nas minhas palavras e por isso peço desculpas à Parauapebas”, diz vereador Odilon Rocha

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

“Mea culpa: eu errei, fui infeliz nas minhas palavras, por isso peço desculpas à Parauapebas”. Assim começou a fala do vereador Odilon Rocha de Sanção (SDD), nesta terça-feira (12), ao usar a Tribuna da Câmara tão logo a sessão ordinária  foi aberta.

Em um vídeo que viralizou na internet e ganhou destaque nos principais veículos de comunicação do Pará e do Brasil, Odilon aparece no plenário dizendo que “O valor que o vereador ganha aqui em Parauapebas, se ele não for corrupto, ele mal se sustenta durante o mês”. Por conta da declaração, o vereador foi amplamente criticado.


Seu pronunciamento foi o misto de aplausos, vaias e instantes de silêncio sepulcral, enquanto ele leu a seguinte nota:

“Repensando alguns pontos e opiniões, me vi na obrigação de fazer esse “Mea culpa”, pela infeliz colocação que fiz no pronunciamento da sessão do dia 28 de abril de 2015, na tribuna da Câmara Municipal de Parauapebas. Peço desculpas a todos, pela forma como me expressei, usando palavras, impensadas e inoportunas, especialmente aos trabalhadores que se sentiram ofendidos.
Talvez meras palavras não sirvam necessariamente para reverter esse constrangimento por mim criado, pois entendo que errei, e, tenho consciência de que os erros podem gerar uma crise, mas são nas crises que nos fortificamos espiritualmente. É num momento de crise que a gente mais tem a oportunidade de crescimento interior, de fortalecimento moral, produto do sofrimento e da reflexão.
Se minhas palavras são insuficientes para justificar o meu arrependimento, nesta hora quero pedir que não se esqueçam da minha história política, de retidão e de conquistas públicas em prol do desenvolvimento de Parauapebas. Do qual sou pioneiro, onde cheguei no ano de 1981, e antes de ingressar na carreira política, já possuía uma vida economicamente estável. Sendo proprietário de uma rede de supermercados na região, da primeira instituição doe ensino privado de Parauapebas e atuando no ramo da pecuária em nosso município. Em 1988, iniciei na vida política deste município, participando diretamente da emancipação. No ano de 1992, conquistei meu primeiro mandato como vereador. Em 1994, assumi a presidência desta casa, tendo todas as minhas contas aprovadas, sem ressalva, pelo Tribunal de Contas dos Municípios. Além disso, sempre registrei todas as minhas declarações de bens junto ao TER-PA. Conquistei a confiança das pessoas e o respeito no meio político, razão pela qual permaneço até hoje como parlamentar, no exercício do meu quinto mandato.
E para finalizar quero esclarecer que foi um episódio infeliz, pois as palavras proferidas por minha pessoa naquele momento foram deturpadas de forma proposital, recortadas do contexto, dando margem a um entendimento diverso do pretendido, o que culminou em mal-estar nesta ‘Casa de Leis’ e causando revolta à sociedade em geral. Eu errei, isso pode ocorrer com qualquer pessoa e como ser humano, peço a Deus que isso jamais aconteça outra vez. Por todas essas razões, eu peço o perdão à minha família, aos meus pares, ao meu partido Solidariedade, a todos os brasileiros e em especial ao povo de Parauapebas”.

No final da leitura de Odilon, a sessão deu sequência com a apresentação do constante na pauta do dia.

Reportagem: Francesco Costa – Da Redação do Portal Pebinha de Açúcar – Foto: Arquivo / Bariloche Silva

Publicidade

Veja
Também