Em vez de esclarecer acusações feitas publicamente por influenciadora, Wisley Noé tenta criar narrativa de “perseguição política” contra o jornalista Bariloche Silva; portal reafirma compromisso com os fatos

Exonerado pelo prefeito Aurélio Goiano após a repercussão de graves acusações de assédio sexual, o ex-ouvidor municipal de Parauapebas, Wisley Noé Marques Cardoso, reapareceu nas redes sociais nesta segunda-feira (28) adotando uma tática conhecida: atacar o trabalho da imprensa para tentar desviar o foco dos próprios atos. Em vídeo publicado em seu perfil, Noé dirigiu ofensas e insinuações contra o jornalista Bariloche Silva, diretor e CEO do Portal Pebinha de Açúcar.
A postura do ex-agente público tenta criar uma cortina de fumaça e vender a versão conveniente de que seria alvo de “perseguição política”. No entanto, os fatos documentados contam uma história bem diferente.
A denúncia partiu da própria vítima, não da imprensa
Diferente do que tenta sustentar o ex-ouvidor em sua publicação, as denúncias contra ele não foram inventadas ou articuladas por veículos de comunicação. O caso veio a público por iniciativa direta da influenciadora digital Andressa Creativa, que expôs publicamente uma série de mensagens e prints atribuídos a Wisley Noé.
Nas conversas divulgadas pela própria jovem, constavam comentários invasivos sobre seu corpo, convites inapropriados para tomar vinho e insistentes pedidos de envio de fotos íntimas — condutas que ela classificou formalmente como assédio sexual.
O papel do jornalismo profissional, cumprido com rigor pelo Portal Pebinha de Açúcar, foi noticiar o fato que envolvia o titular da Ouvidoria Municipal — justamente o órgão que tem o dever de acolher denúncias e reclamações da população. Na ocasião da primeira matéria, o portal concedeu amplo espaço para manifestação institucional da Prefeitura e tratou as conversas com a cautela técnica devida, registrando que se tratavam de capturas de tela divulgadas pela denunciante.
A contradição: se não havia nada, por que a exoneração?
Ao tentar rotular a cobertura jornalística de perseguição, Wisley Noé esbarra em uma contradição primária que ele próprio não explica aos seus seguidores: se as acusações divulgadas pela influenciadora eram mentirosas ou infundadas, por que o prefeito Aurélio Goiano decidiu exonerá-lo do cargo de Ouvidor Municipal?
Inicialmente, a assessoria da Prefeitura chegou a classificar o caso como pertencente à “esfera pessoal” do servidor. Porém, diante do peso das revelações trazidas pela vítima e da repercussão que atingiu em cheio a credibilidade da Ouvidoria, a gestão municipal publicou, em edição extra do Diário Oficial no dia 21 de setembro, o Decreto nº 1.640/2026, demitindo Wisley sumariamente do comando da pasta.
A tentativa de Noé de culpar o mensageiro agora que perdeu a cadeira de ouvidor não apaga a realidade: ele caiu porque sua permanência se tornou insustentável perante a opinião pública e a administração pública.
Medidas judiciais em andamento
Em resposta aos ataques e acusações infundadas desferidas por Wisley Noé nas redes sociais, a assessoria jurídica de Bariloche Silva e do Portal Pebinha de Açúcar já foi formalmente acionada.
As providências cabíveis no âmbito cível e criminal estão sendo adotadas contra o ex-servidor, que responderá perante a Justiça por calúnia, difamação e injúria.
O Portal Pebinha de Açúcar reitera à sociedade de Parauapebas e de toda a região que não se curvará a tentativas de intimidação, chantagens emocionais ou ataques rasteiros de figuras públicas afastadas de suas funções. O compromisso do portal segue inabalável com a verdade, com os fatos e com o direito da população de ser informada com transparência e responsabilidade.


















