Diretor da cadeia pública de Parauapebas e promotora de justiça esclarecem que detento não entrou na penitenciaria e segue hospitalizado após agressões praticada por populares
Na noite desta terça-feira, (25/02), circulou nas redes sociais a informação de que Maurício Reis, preso por assassinar a irmã grávida de oito meses e o cunhado na Vila Palmares II, zona rural de Parauapebas, sudeste do Pará, teria morrido após ser agredido no presídio. No entanto, a notícia foi desmentida pelo diretor da cadeia pública de Parauapebas, Lucas Rabaschi, e pela promotora Magdalena Jaguar.
Preso não chegou a entrar no presídio
De acordo com Lucas Rabaschi, Maurício Reis não deu entrada no presídio, desmentindo os boatos de que ele teria sofrido agressões na penitenciária. “Maurício Reis, ele nem deu entrada no presídio. Então essa informação, ela não procede que ele tenha sido agredido dentro da penitenciária e tenha sofrido esse trauma”, afirmou o diretor.
Maurício foi agredido pela população no momento da prisão e, devido à gravidade dos ferimentos, foi encaminhado diretamente ao Hospital Geral de Parauapebas. Rabaschi explicou que a equipe do presídio está apenas fazendo a segurança do detento no hospital para evitar possíveis linchamentos. “A situação que ele está passando aqui foi porque ele foi agredido de fato pela sociedade lá no momento”, ressaltou.
Transferência para o hospital após convulsão
A promotora de justiça Magdalena Jaguar confirmou que Maurício não esteve no presídio, sendo transferido da delegacia para o hospital após sofrer uma convulsão no Instituto Médico Legal (IML). “Foi publicada uma notícia totalmente equivocada… Isso não procede, porque o preso não chegou nem a dar entrada no presídio”, afirmou a promotora.
Magdalena também criticou a veiculação de informações sem apuração adequada, alertando para as consequências de notícias falsas. “É triste, é que a imprensa publica qualquer coisa, nunca é apurado, nunca vai na fonte, publica de qualquer maneira e sem nenhuma ética”, desabafou.
Segurança no Presídio de Parauapebas
Lucas Rabaschi destacou que a penitenciária de Parauapebas segue rígidos protocolos de segurança, não havendo registros de mortes violentas ou rebeliões há mais de quatro anos. Ele garantiu que a sociedade pode ficar tranquila quanto à segurança do presídio. “A segurança do presídio… a sociedade pode ficar despreocupada quanto a isso aí. Nós já estamos aí com mais de 4 anos que não tem rebelião, não tem morte violenta dentro da penitenciária”, assegurou o diretor.
A direção do presídio e a Promotoria Criminal de Parauapebas reforçam a importância da apuração correta das informações antes de serem divulgadas. O caso segue em investigação, enquanto Maurício Reis permanece sob cuidados médicos e segurança reforçada no hospital.
Reportagem: Hilda Barros | Da redação do Portal Pebinha de Açúcar