Família denuncia erro médico durante cesariana no Hospital Geral de Parauapebas

Jovem de 27 anos teria tido a veia femoral atingida durante o parto; após passar por quatro cirurgias, paciente recebeu alta com ferimento aberto, segundo familiares

Um relato de complicações graves durante um procedimento de parto no Hospital Geral de Parauapebas (HGP) tem gerado forte indignação e repercussão nas redes sociais. A família da jovem Ingrid de Sousa, de 27 anos de idade, denuncia o que classifica como erro médico ocorrido durante uma cirurgia de cesariana, que resultou em risco de morte e possíveis sequelas físicas para a paciente.

Entenda o caso
De acordo com os relatos da família, Ingrid foi internada no dia 18 de fevereiro e encaminhada ao centro cirúrgico na manhã do dia seguinte, 19, por volta das 11h30, para o nascimento de seu bebê. No entanto, o que deveria ser um momento de celebração transformou-se em um drama médico.

Os familiares afirmam que, durante a cesariana, a médica responsável teria atingido acidentalmente a veia femoral da paciente. A complicação comprometeu a circulação sanguínea da perna de Ingrid, agravando rapidamente seu estado de saúde.

“Ela entrou na cirurgia às 11h30 e, mais tarde, recebemos a notícia de que a situação era entre a vida e a morte. Por volta das 22h40, já vieram falar até na possibilidade de amputar a perna dela”, relatou um familiar, que preferiu não se identificar.

Sequência de cirurgias e alta polêmica
Diante da gravidade, Ingrid precisou ser submetida a outros três procedimentos cirúrgicos na tentativa de reparar os danos causados. Segundo os parentes, a jovem ficou com diversas marcas e pontos espalhados pelo corpo devido às intervenções sucessivas.

O ponto que mais causou revolta à família foi a alta hospitalar, concedida na última quarta-feira, 4 de março. Segundo a denúncia, Ingrid foi liberada pela unidade de saúde ainda apresentando um dos cortes cirúrgicos aberto e com sangramento ativo.

Outro lado
A equipe de reportagem do Portal Pebinha de Açúcar entrou em contato com um membro da Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura (ASELC), organização social (OSS) responsável pela administração do Hospital Geral de Parauapebas (HGP). Também buscamos um posicionamento oficial da Secretaria Municipal de Saúde de Parauapebas (Semsa), no entanto, até o fechamento desta matéria, nenhuma das duas instituições se pronunciou sobre o caso que vem gerando clamor por justiça nas redes sociais.

O Portal Pebinha de Açúcar reafirma seu compromisso com o jornalismo sério e ético, mantendo o espaço aberto para que tanto a Semsa, quanto a ASELC e a equipe médica responsável possam prestar os devidos esclarecimentos à sociedade e à família de Ingrid de Sousa.

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