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Fazendeiros cumprem ameaça e interditam rodovia PA-275

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Conforme anunciado pelo grupo de fazendeiros que apoia os proprietários da Fazenda Fazendinha, a rodovia PA-275 foi interditada às 13h00 de hoje, quarta-feira, 21, ficando sem o trânsito de veículos até as 17h30.

O bloqueio foi feito na altura do quilometro 17 daquela rodovia, na entrada da Fazendinha, cuja sede está ocupada por integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). No local, circula o temor em ambas as partes, bem como o aguardo da manifestação da justiça para dar fim ao impasse.


Os fazendeiros se dizem injustiçados pela Decisão Judicial que deu como perda da propriedade em favor do MST, tendo a como área improdutiva e de propriedade da União. Já os membros do MST, dizem não entender porque ainda não foi feita a conclusão da ação retirando da propriedade a família e todos os moradores dela.

Nossa equipe de reportagens foi até a sede da fazenda e ouviu integrantes do MST que não quiseram gravar entrevista, mas disseram em off que não usaram de violência, mas apenas pediram que os trabalhadores deixassem o local, coisa que, segundo eles, foi feita sem resistência. “Fizemos uma ocupação pacífica e nada destruímos”, afirma um homem que faz parte do movimento se identificando apenas como Marco.

O MST diz que aquela terra é uma área pública, já vistoriada para o uso no processo de reforma agrária; e admite que o fazendeiro buscou fazer permuta, dando outra área para assentar as famílias, mas assegura que as 121 famílias, que esperam assentamento definitivo não aceitam.

Mas a versão é desmentida pelos fazendeiros que, acampados na entrada da fazenda, contam que os trabalhadores daquela área passaram por momentos de terror e ameaças, e que muitas coisas foram destruídas na sede da fazenda, além de estarem matando animais para alimentar os que ali estão.

Wender Saldanha da Fonseca é um dos fazendeiros que manifesta apoio ao fazendeiro popularmente conhecido como “Sr. Dão”; Segundo ele, os fazendeiros não querem que os integrantes do MST sejam assentados nesta região, pois sempre causaram transtornos aos vizinhos. “Propomos permutar esta área por outra para que o INCRA faça o processo de reforma Agrária, mas eles não querem”, contou Wender, pedindo às autoridades que tenham o bom senso e façam assentamento em outra área.

O presidente do Sindicato dos Servidores Rurais de Parauapebas (SIPRODUZ), João Barreto, contou que já estão no local há três dias e as autoridades competentes não se manifestaram com a solução, por isto bloquearam a rodovia, medida que ele tem como extrema e não sente nenhum prazer em fazê-la. “Não temos sequer informações a respeito do que está sendo feito para amenizar o problema que já está se tornando conflito. Fizemos movimento pacífico às margens da rodovia e não surtiu nenhum efeito nem repercussão, por isto tivemos que ser extremistas”, afirma João Barreto, qualificando como quadrilha o grupo que promoveu o terror na sede da fazenda, e pede que as autoridades venham identificar, qualificar e indiciar as pessoas que praticaram o ato.

A rodovia PA-275 entre os municípios de Parauapebas e curionópolis foi liberada às 17h30 por questão de segurança, mas, segundo os fazendeiros, será bloqueada novamente logo ao amanhecer, caso as autoridades não se pronunciem para resolver o impasse.

 

Como tudo iniciou

No dia nove de agosto completam sete anos que as famílias, lideradas pelo MST estão no acampamento Frei Henri des Rosiers, e neste período se sustentaram em uma área de dois alqueires cedidos por determinação judicial em área da mesma fazenda. Neste período foram muitos os conflitos entre as partes e agora chega a seu ápice com o mandato de reintegração de posse em favor da União cumprido pela Polícia Federal, porém, como a fazenda não foi desocupada, os integrantes do MST resolveram tomá-la a força para que as autoridades resolvam o caso.

Pelo visto, esta novela ainda terá muitos

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