Fim da impunidade: Assassino da adolescente Bárbara Lira é condenado a 31 anos de prisão

Após 12 anos do crime, Douglas Pantoja Corrêa sai do Fórum de Parauapebas direto para o presídio; família da vítima fez desabafo emocionante pedindo respeito à memória da jovem

O clamor por justiça que ecoou por quase 12 anos em Parauapebas finalmente teve um desfecho definitivo. Na noite desta quarta-feira (20), o Tribunal do Júri condenou Douglas Pantoja Corrêa a 31 anos de reclusão pelo homicídio e estupro de vulnerável contra a estudante Bárbara Lira Ferreira, morta brutalmente aos 13 anos de idade.

O crime, ocorrido com o uso de uma arma branca na Praça da Bíblia (Morro dos Ventos), em novembro de 2014, chocou a região e agora tem seu capítulo judicial encerrado.

Da condenação para o presídio
O julgamento se estendeu por todo o dia de quarta-feira. Assim que o juiz proferiu a sentença condenatória de 31 anos, expediu de imediato o mandado de prisão contra o réu.

Nesta quinta-feira (21), em entrevista exclusiva à equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar, o Delegado Thiago Carneiro, que atuou nas investigações e na prisão do acusado em 2014, deu detalhes sobre a condução de Douglas. Após receber voz de prisão ainda no Fórum, ele foi levado à delegacia e, na manhã de hoje, passou por exame de corpo de delito antes de ser transferido para o presídio de Parauapebas, onde iniciará o cumprimento da pena.

Abatimento de pena
Apesar da condenação superior a três décadas, o tempo que Douglas permanecerá no regime fechado será menor. O advogado de defesa, Antônio Araújo de Oliveira, conhecido como Tony, explicou que o réu já havia ficado preso por cerca de 5 a 6 anos logo após o crime.

Naquela época, a defesa anterior conseguiu que ele fosse solto por meio de um recurso acatado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu que havia excesso de prazo na prisão sem que o julgamento tivesse sido realizado. Por determinação judicial na atual sentença, todos esses anos em que Douglas esteve detido preventivamente serão descontados do montante final dos 31 anos.

A dor e a verdade da família
A repercussão do julgamento reacendeu o luto da família de Bárbara, que utilizou as redes sociais do Portal Pebinha de Açúcar para fazer um forte apelo por respeito à memória da adolescente e esclarecer informações sobre a relação dela com o assassino.

Em um desabafo emocionante, uma familiar rechaçou qualquer boato de que a jovem mantinha um relacionamento com o criminoso. “Ela nunca namorou com ele, ele sempre quis namorar ela, que mantinha uma amizade”, declarou.

Segundo o relato, Douglas abusou da confiança que a família depositava nele. Na noite fatídica, ele passou na casa da jovem para buscá-la com o pretexto de irem a um evento na igreja, mas, de forma premeditada, mudou a rota para o Morro dos Ventos, onde decidiu acabar com a vida dela de forma brutal.

A família repudiou posturas tendenciosas que tentaram, na época, colocar parte da culpa na vítima. “Bárbara era uma criança inocente de apenas 13 anos. Ainda que ela tivesse feito qualquer coisa, ele e somente ele foi o culpado. Nada justifica ele ter tirado a vida dela”, cravou a parente, pedindo que a integridade da menina, que não está mais aqui para se defender, seja preservada.

A sentença encerra um dos casos policiais mais marcantes de Parauapebas, trazendo, enfim, a tão aguardada resposta da Justiça para a família de Bárbara Lira.

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