Unidades de conservação no sudeste do Pará celebram quase três décadas preservando biodiversidade, água e serviços ambientais essenciais

Nesta segunda-feira (2 de fevereiro), uma das mais importantes áreas de conservação do sudeste do Pará comemora uma data significativa: 28 anos de criação da Floresta Nacional de Carajás e da Floresta Nacional do Itacaiúnas. Instituídas há quase três décadas, ambas as unidades de conservação representam um compromisso contínuo com a proteção da biodiversidade, serviços ambientais e o uso sustentável dos recursos naturais da região.
Conservação que faz história no território amazônico
As duas florestas nacionais foram criadas em 2 de fevereiro de 1998, por meio de decretos federais, e são administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente.
A Floresta Nacional de Carajás, com uma área de aproximadamente 411 mil hectares, está inserida em um dos maiores complexos de áreas protegidas contíguas no sudeste do Pará e é referência em conservação ambiental na Amazônia. Já a Floresta Nacional do Itacaiúnas, com cerca de 136 mil hectares, desempenha papel crucial na pesquisa científica, na proteção de espécies e na manutenção de serviços ecossistêmicos.
Essas áreas integram um mosaico de unidades de conservação e territórios protegidos que incluem também reservas biológicas, áreas de proteção ambiental e terras indígenas, formando uma das maiores fronteiras de preservação no bioma amazônico na região conhecida como Mosaico de Carajás.
Serviços ambientais e biodiversidade preservados
Ao longo destes 28 anos, as Florestas Nacionais de Carajás e de Itacaiúnas tornaram-se essenciais para a manutenção da biodiversidade amazônica, protegendo espécies nativas, áreas de floresta primária e secundária e contribuindo para a regulação climática, manutenção dos recursos hídricos e equilíbrio dos ciclos naturais.
Estudos científicos apontam que o conjunto de unidades de conservação na região permanece como um importante remanescente de floresta amazônica em meio a áreas degradadas por atividades humanas, como expansão de pastagens e uso agrícola, destacando sua importância para a conservação a longo prazo.
Educação ambiental e pesquisa científica
Além da proteção ambiental, as florestas nacionais também são espaços para pesquisa científica, educação ambiental e atividades de uso sustentável dos recursos naturais. Iniciativas de visitação, trilhas ecológicas e projetos de monitoramento da biodiversidade têm aproximado a população local e visitantes das riquezas naturais preservadas nesses territórios.
Desafios e expectativas para o futuro
Mesmo com quase três décadas de existência, as Florestas Nacionais de Carajás e de Itacaiúnas ainda enfrentam desafios, como a necessidade de ampliar o conhecimento sobre sua biodiversidade, fortalecer a fiscalização contra atividades ilegais e promover cada vez mais projetos que envolvam comunidades locais na conservação.
A celebração de hoje é, portanto, uma oportunidade de reforçar não apenas a importância histórica dessas unidades de conservação, mas também o papel fundamental que desempenham na proteção ambiental, no desenvolvimento sustentável e na garantia de um futuro mais equilibrado para a Amazônia e para as populações que dela dependem.









