Esquema consistia em alteração de chaves Pix e contas bancárias de tutores; auditoria interna aponta desvios desde janeiro de 2023

A reportagem do Portal Pebinha de Açúcar teve acesso exclusivo a um Boletim de Ocorrência registrado na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Parauapebas, que detalha uma suposta vultosa fraude financeira e apropriação indébita dentro de uma instituição de ensino no município.
De acordo com o documento, a irregularidade foi detectada no dia 17 de abril, após a direção da empresa Edunorte (Faculdade Unopar Parauapebas) notar um aumento expressivo e atípico na folha de pagamento dos tutores. Uma análise detalhada em extratos bancários e registros internos revelou o esquema.
O “Modus Operandi” relatado
A auditoria interna da instituição apontou que a fraude era supostamente praticada pela funcionária responsável pelos pagamentos, identificada pelas iniciais S. V. A.. De acordo com a denúncia, o esquema consistia em:
- Alteração de dados: Substituição das chaves Pix e contas bancárias dos tutores (destinatários reais) por outras contas.
- Fraude de ponto: Manipulação de registros para justificar o levantamento de valores indevidos.
Valores e beneficiários citados
A denúncia revela que o montante total desviado soma aproximadamente R$ 620.000,00 (seiscentos e vinte mil reais), com registros de transferências irregulares desde janeiro de 2023 até março de 2026.
Conforme o relato feito à polícia pela empresa, o levantamento interno identificou que os valores teriam sido destinados às contas de A. L. G. R., P. A., P. V. S. M. e J. T. O..
Investigação
O caso foi registrado como Apropriação Indébita (Art. 168 do Código Penal), com aumento de pena por ter sido cometido em razão de emprego ou profissão. A Polícia Civil agora assume o caso para investigar a veracidade das informações apresentadas pela instituição e confirmar a participação dos envolvidos citados no documento.
O Portal Pebinha de Açúcar informa que está à inteira disposição de todos os citados no processo ou de seus representantes jurídicos. O espaço permanece aberto para que possam se manifestar e apresentar seus esclarecimentos sobre os fatos narrados no boletim de ocorrência.










