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Funcionário de cinema é preso acusado de estuprar adolescente

Um encarregado de manutenção do cinema de um shopping na BR-316, em Ananindeua, foi preso em flagrante, nesta quarta-feira (24), após obrigar uma adolescente de 16 anos a praticar sexo oral com ele. Bejoelson Lobato da Silva, de 39 anos, foi encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), com o procedimento de flagrante conduzido pela titular da Delegacia, delegada Eliete Alves, que o autuou e ordenou o seu recolhimento até à audiência de custódia na Justiça

Segundo a polícia, a adolescente relatou em depoimento, que estava acompanhada do namorado em uma sessão de cinema por volta de 13h, quando sentaram nas cadeiras “de cima” da sala do cinema. Segundo ela, os dois foram abordados pelo acusado, que afirmou que as câmeras do local haviam filmado os dois se beijando e ”fazendo coisas erradas”, contou a jovem. Por esse motivo, Bejoelson disse ao casal que os levaria à sala da direção, onde iriam ficar até a chegada dos pais deles.


Ainda em relato, a adolescente afirmou à polícia que por um  momento o namorado saiu da sala para comprar água para ela, que teria ficado nervosa com a situação, então, o acusado teria aproveitado para forçá-la a praticar atos libidinosos. Conforme o relato, após o retorno do namorado ao local, o funcionário conduziu os dois para saírem da sala de cinema.

A adolescente disse ainda que o funcionário teria telefonado para outra pessoa identificada como ”Japa” que teria dito que os seguranças do shopping estariam à procura do casal. O acusado teria exigido a quantia de R$ 50 para “apagar as imagens” do casal se beijando. Logo em seguida, ele teria forçado o namorado da adolescente a sair da sala do cinema, ficando sozinho com a vítima no local, novamente, e segundo ela, de novo, a forçou a praticar atos sexuais com ele. Após, ela conseguiu sair da sala do cinema e foi em busca do namorado.

À polícia, Bejoelson admitiu ter exigido R$ 20 do casal, mas negou ter estuprado a menor, ao contrário, ele afirmou que a adolescente teria se oferecido para fazer os atos sexuais, espontaneamente. Em sua versão, Bejoelson informou que faz manutenção nas salas de cinema, cuida do retroprojetor mas disse que circula para verificar se tudo funciona normalmente. Ele afirmou ter visto os adolescentes deitados no chão da sala supostamente em situação de ato sexual.

Ele narrou ainda que advertiu o casal sobre o comportamento proibido, reconhecendo ter inventado a história de que havia câmeras dentro do cinema filmando os dois, já que na sala de exibição há apenas sensores de fumaça. Alegou também ter mandado o namorado da menor sair primeiro da sala e que ficou sozinho com a vítima, para apenas conversar com ela. Segundo ele, a adolescente teria “se oferecido a fazer qualquer coisa para ele” e que “ela quis fazer o ato sexual com ele”. Após ser preso por policiais militares, Bejoelson foi agredido por familiares da vítima com socos no rosto, na costela e nas costas.

De acordo com o Código Penal Brasileiro em seu artigo 213 (na redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009), estupro é: constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.

NOTA DO CINEMA

Em nota, a Rede Cinesystem Cinemas informa que ”repudia qualquer prática criminosa e de violência, bem como atos que firam os sólidos pilares de honestidade e respeito sobre os quais a empresa se fundou.

A Cinesystem continuará contribuindo com a investigação policial, fornecendo irrestritamente as informações necessárias. Prezamos pela máxima integridade dos nossos colaboradores e clientes. Situações como essa não são comuns e a Rede Cinesystem Cinemas não tem conhecimento de qualquer outro caso similar ou ilícito em sua unidade de Ananindeua. A Rede não medirá esforços a fim de colaborar com a justiça para que tudo seja esclarecido. Diante dos fatos narrados, a rede afastou o colaborador e afastará qualquer outro envolvido e aguarda a conclusão das investigações para que sejam efetivadas as devidas providências cabíveis”, conclui o documento.

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