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Gulosa, Vale já ‘comeu’ de Parauapebas este ano mais minério que em 2015

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Enfim, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) liberou os números finais da Balança Comercial por Municípios, referentes às transações comerciais do mês de novembro. Em meio a tanta baixaria e crise política em Brasília, pode ser que o ministro Marcos Pereira e seus subordinados, ocupadíssimos em salvar o governo de que fazem parte, não tenham tido tempo de lançar os dados.

Como a reportagem havia antecipado seis dias atrás, e com acerto de 100%, a mineradora multinacional Vale já bateu novo recorde de produção de minério de ferro na província de Carajás (que ela chama, carinhosamente, em seus relatórios técnicos de Sistema Norte, o qual compreende as serras Norte, em Parauapebas; Leste, em Curionópolis; e Sul, em Canaã dos Carajás). Aliás, em outubro, a empresa já havia retirado quantidade de minério equiparável à extração inteira de 2015.


Em Parauapebas, de janeiro a novembro deste ano, a Vale extraiu 127,6 milhões de toneladas de ferro, que renderam 3,99 bilhões de dólares; e 1,12 milhão de toneladas de manganês, que geraram 95 milhões de dólares. No mesmo período do ano passado, a empresa retirou de Parauapebas 108,57 milhões de toneladas de minério de ferro (3,57 bilhões de dólares) e 1,05 milhão de toneladas de manganês (83,2 milhões de dólares).

O restante da produção de ferro na região de Carajás (de 4,32 milhões de toneladas que renderam 130,9 milhões de dólares) é complementado pelo município de Curionópolis, onde a lavra da Vale disparou 141,1% no comparativo com 2015 em razão do rump-up no projeto Serra Leste.

A propósito, a produção total da Vale em Carajás este ano vai ser de 142 milhões de toneladas. Hoje, o minério de ferro amanheceu com a tonelada cotada em 83,58 dólares no mercado à vista chinês, após salto de 2,4% no pregão de ontem da bolsa de commodities. O produto de Carajás, por ser de excelente teor, ganha prêmio de 10 dólares por tonelada no mercado asiático.

No acumulado deste ano, Parauapebas já exportou 4,09 bilhões de dólares em commodities, ante 3,66 bilhões no passado. A “Capital do Minério” é o 5º do Brasil em exportação e perdeu o trono de maior lucro nacional (superávit) para o município portuário fluminense de Angra dos Reis.

Reportagem: André Santos / Colaborador do Portal Pebinha de Açúcar

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