Antônio Belo de Alencar Neto afirma que procurou a Megacred Promotora apenas para simular um empréstimo e não autorizou a contratação; caso foi registrado na Polícia Civil após desconto de mais de R$ 1 mil no contracheque

Um homem procurou a Polícia Civil de Parauapebas após descobrir um empréstimo de R$ 17.621,74 que afirma ter sido contratado em seu nome sem autorização. O denunciante, Antônio Belo de Alencar Neto, registrou boletim de ocorrência nesta sexta-feira (7).
Segundo informações repassadas à equipe do Portal Pebinha de Açúcar, Antônio havia procurado a Megacred Promotora, localizada no Bairro Cidade Nova, nas proximidades do antigo prédio da Caixa Econômica Federal, apenas para realizar uma simulação de empréstimo.
Após conhecer as condições, ele teria decidido não prosseguir com a contratação. De acordo com seu relato, em nenhum momento autorizou que o empréstimo fosse efetivado.
Desconto no contracheque revelou a situação
Conforme o boletim de ocorrência, Antônio descobriu o problema depois de receber seu salário e perceber um desconto de R$ 1.005,76 no contracheque, referente à parcela de um empréstimo que afirma nunca ter contratado.
Ao buscar informações, constatou que a operação teria sido formalizada em 9 de junho de 2026, no valor de R$ 17.621,74, vinculada à sua Carteira de Trabalho Digital e ao contrato de trabalho.
Antônio também relatou dificuldades para acessar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, que teria ficado bloqueado, sendo necessária a alteração da senha.
O caso foi registrado na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Parauapebas como estelionato por fraude eletrônica.
Conta bancária também é questionada
Outro ponto relatado à polícia envolve uma conta do Agibank aberta em nome de Antônio. O denunciante afirma que nunca abriu conta na instituição, não solicitou sua abertura e desconhecia sua existência.
Segundo as informações apuradas pela reportagem, o valor integral de R$ 17.621,74 não teria sido depositado nessa conta, que aparece relacionada a valores decorrentes da operação financeira que Antônio afirma não ter autorizado.
Agora, caberá à Polícia Civil investigar como o empréstimo teria sido contratado, as circunstâncias envolvendo a abertura da conta bancária e eventuais responsabilidades.
Há relatos de outros casos
Informações repassadas à equipe do Pebinha apontam que outras pessoas também teriam denunciado situações envolvendo a empresa, inclusive com registros no Procon.
A reportagem também recebeu a informação de que a mulher apontada como proprietária da empresa estaria foragida. O Pebinha ressalta, porém, que essas duas informações não constam no boletim de ocorrência de Antônio apresentado à reportagem e ainda dependem de confirmação oficial junto aos órgãos competentes.
Espaço aberto
O Portal Pebinha de Açúcar deixa o espaço aberto à proprietária e aos representantes da Megacred Promotora para que apresentem sua versão dos fatos e os esclarecimentos que considerarem necessários.
Caso haja manifestação, ela será acrescentada à reportagem, garantindo o direito ao contraditório.







