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Idoso é preso por aplicar o “golpe do peixe” em Parauapebas

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“Canalhice não tem idade”. Avaliação do sargento PM M. Silva ao prender um homem com aparência de avançada idade, que portava vários documentos.

Mas, não foi por portar as várias identificações que o homem de atitudes suspeitas foi preso; mas, sim, por ter arquitetado e executado golpes contra pessoas nada mais, nada menos, que cirurgiões dentistas na cidade de Parauapebas. Assim, a canalhice, citada no início da matéria pelo policial militar, fica ainda mais ampliada, pois, as vítimas são pessoas tidas como bem esclarecidas.


A equipe de reportagens do Portal Pebinha de Açúcar acompanhou o caso e, na 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, conversou com o acusado que, mesmo na frente da polícia, deu um nome falso para o repórter.

Perguntado sobre seu nome e idade, ele disse com tranquilidade: “Meu nome original é Ivanilson Mendes Vieira; tenho 68 anos de idade”. Porém, de acordo com a polícia, entre os vários nomes apresentados pelo elemento, um deles era Itamar.

O golpe do peixe – De acordo com relatos dados pelo sargento M. Silva, o homem de 68 anos de idade visitava consultórios odontológicos, sempre nas proximidades da Semana Santa, quando, cheio de simpatia, dizia ao dentista que um vizinho dele fez ali serviços dos quais gostou muito; motivo que queria presentear o doutor dentista com alguns peixes, porém, queria que este pagasse pelo menos o “gelo”. Assim, diante da simpatia e respeitando “os cabelos brancos”, não era difícil dar o valor que ele dizia ser para comprar o gelo para conservar o peixe que seria entregue em agradecimento ao dentista.

Essa história, de acordo com o levantado pela polícia, se repetiu em vários consultórios, o que virou notícias entre os dentistas através de grupos de aplicativos de mensagens instantâneas; e assim, ficaram em estado de alerta e chamaram a polícia. “A vítima já havia sido lesada em ‘outras semanas santas’, por isso, resolveu chamar a polícia que o prendeu em flagrante. E, para nossa surpresa, encontramos em posse dele vários documentos de identificação e até de veículos”, conta o policial, detalhando que na hora de preencher o documento de apresentação na Polícia Civil nem mesmo o preso tem certeza qual seja seu nome verdadeiro.

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