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Índios ocupam Estrada de Ferro Carajás na Reserva Mãe Maria

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No final da tarde desta quarta-feira (25), dezenas de indígenas da etnia Gavião Parkatêjê ocuparam a Estrada de Ferro Carajás (EFC), na Reserva Indígena Mãe Maria, em Bom Jesus do Tocantins. O protesto foi a forma encontrada pelos indígenas para forçar a Mineradora Vale a renovar o Termo de Compromisso firmado com o Povo Indígena Gavião, cujas negociações estão em curso desde novembro do ano passado.

O termo de compromisso prevê o apoio da Vale às ações relacionadas à atenção à saúde, educação, cultura, proteção do território, atividades produtivas e administração, como forma de compensar os índios pelo fato de a reserva deles ser cortada (em 23 km) pela Estrada de Ferro Carajás, que será inclusive duplicada.


“Fizemos um termo de compromisso de dois anos e meio para que eles (Vale) pudessem fazer os estudos do componente para duplicação da ferrovia. Esse termo terminou no dia 8 de janeiro deste ano e até hoje não renovaram”, declarou Ubirajara Sompré, um dos líderes indígenas.

Sobre o bloqueio da EFC, a Assessoria de Comunicação da Vale enviou nota à Imprensa informando que já está tomando as providências necessárias para a desobstrução da ferrovia e, consequentemente, para a retomada do tráfego ferroviário na região.

A empresa informa ainda que representantes da Vale estiveram reunidos com os indígenas na terça e também nesta quarta, como parte das negociações voltadas à renovação do Termo de Compromisso. “Importante ressaltar que desde 1982, a Vale mantém diálogo permanente com o povo Gavião, por ocasião da construção da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e que, desde então, mantém apoio financeiro à comunidade indígena no que diz respeito à execução dessas atividades”, diz a nota da Vale.

A empresa reiterou ainda a intenção de manter o canal de comunicação aberto com o Povo Gavião para continuidade do bom relacionamento, com base no respeito às suas características próprias e a legislação vigente. “Contudo, a Vale repudia qualquer manifestação violenta que coloque em risco seus empregados e suas operações e que firam o Estado Democrático de Direito e ratifica que obstruir ferrovia é crime”, diz a mineradora.

Cerca de 1.300 pessoas viajam por dia pelo Trem de Passageiros fazendo o percurso de Parauapebas, no Pará, até São Luís, no Maranhão.

Reportagem: Marabá Notícias

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