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Instituição defensora de animais emite nota de repúdio contra maus-tratos de égua na cavalgada

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Em nota de repúdio distribuída à imprensa no início da tarde deste domingo (2) e veiculada em redes sociais, a direção da Associação dos Amigos Protetores dos Animais e do Meio Ambiente de Parauapebas (Apama) protesta contra os maus-tratos sofridos por uma égua prenhe que participava da cavalgada na manhã de sábado (1º).

A instituição diz em trecho da nota que “dentro de cada cavalgada há a tradição dos maus tratos, da tortura, da judiação e da humilhação, e que muitas vezes isso resulta em abandono e morte de animal”.


Segundo a Apama, a égua se rendeu à exaustão do calor às margens da Rodovia PA 275, próximo ao supermercado Hiper Senna, Bairro Beira Rio, agonizando desde o início da cavalgada, caindo à beira do asfalto e abandonada pelo cavalheiro.

“Os órgãos públicos dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) das três esferas (municipal, estadual e federal) precisam agir preventivamente para evitar que cenas como essa aconteçam por todo o Brasil”, alerta a nota de repúdio.

A nota pede encarecidamente que a Câmara Municipal, a Prefeitura, a Justiça, o Ministério Público, a OAB, a Polícia Civil e a sociedade de modo geral tenham um forte diálogo com o Sindicato dos Produtores Rurais (Siproduz) para que haja uma normativa sobre a participação dos animais em eventos como esse. “Somos a favor das atividades culturais, desde que sejam respeitados a dignidade e o bem estar dos animais”, sublinha.

A Apama denuncia que a maioria dos animais participa da cavalgada sem água e sem comida até voltar à fazenda, após um dia inteiro satisfazendo as vontades dos participantes, andando por um trajeto de mais de 10 km. “Os animais ficam estressados com a música alta, com as buzinas dos carros, com os foguetes, com as centenas de tapas, esporadas e chicotadas que levam do início ao fim da cavalgada”.

Sugestões – Na conclusão da nota, a Apama sugere que o trajeto da cavalgada seja reduzido; que os animais não puxem carroças, charretes e similares; que os donos e/ou responsáveis pelos animais sejam previamente identificados e cadastrados, assim como a devida identificação do sítio, chácara ou fazenda de origem do animal, respeitando as devidas exigências sanitárias; que o transporte dos animais, tanto no trajeto de ida como de volta, seja feito em condições adequadas; que sejam designados veterinários para avaliar os animais antes do início e no final do evento; que sejam disponibilizadas água e comida na concentração, em pontos intermediários e no final do percurso; que a cavalgada seja feita em horário adequado, onde o sol e o calor escaldante não prejudiquem o bem estar dos animais; e que sejam aplicadas multas e sanções para aqueles que cometerem crimes contra os animais.

Nota do Siproduz – Em nota, a direção do Sindicato dos Produtores Rurais (Siproduz) esclarece que todos os animais que fazem parte do evento são de responsabilidade do próprio cavaleiro/amazona/proprietário do animal e da comitiva à qual o mesmo foi inscrito, que assumem o compromisso no ato de inscrição de cumprirem todas as regras e cuidados com os animais antes e após o evento.

O Siproduz garante que há cuidados com embarque e desembarque dos animais, pontos de hidratação e proibição de disparos de rojões durante o desfile. Reconhece que maltrato de animais é crime e considerado falta gravíssima e tem caráter eliminatório sumário da comitiva na cavalgada.

“Entretanto, o sindicato não tem como fiscalizar ações de cavaleiros independentes que participam da programação sem o registro legal. A fim de zelar pelo bem estar do animal, o Siproduz, inclusive, reduziu o percurso, que em anos anteriores já foi maior”, diz trecho da nota, finalizando que não compactua com maus tratos aos animais e lamenta que algumas pessoas, por falta de zelo, não os tratem com o respeito e cuidados que merecem.

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