Pesquisar
Close this search box.

Levantamento mostra que royalties de 2026 seguem abaixo do nível de 2024 em Parauapebas

Dados obtidos pela nossa reportagem revelam que, apesar de leve alta, arrecadação da CFEM ainda é R$ 16 milhões menor que no fim da gestão anterior; cenário exige redução de custos e ajuste na máquina pública

O cenário econômico de Parauapebas em 2026 exige um olhar atento e uma gestão baseada na realidade dos números. Em um levantamento realizado pela equipe de reportagem do Portal Pebinha de Açúcar, os dados da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) apontam que a “Capital do Minério” ainda vive um momento de forte retração em sua principal fonte de investimento quando comparada a anos anteriores.

A análise focou no comportamento da arrecadação no mês de janeiro dos últimos três anos, revelando um abismo financeiro que justifica a adoção de medidas de controle de gastos pela atual administração.

A Realidade dos números (janeiro)
Os dados obtidos mostram que Parauapebas ainda não conseguiu retomar o fôlego financeiro que possuía antes da crise dos royalties:

  • Janeiro de 2024 (gestão Anterior): R$ 73.804.606,53
  • Janeiro de 2025 (início da gestão Aurélio): R$ 51.579.544,13
  • Janeiro de 2026 (atual): R$ 57.857.634,29

Na prática, embora 2026 tenha começado com uma leve reação em relação ao ano passado, o município ainda opera com R$ 16 milhões a menos por mês do que operava em janeiro de 2024.

O Desafio: cidade maior, orçamento menor
O grande entrave para a gestão de Aurélio Goiano é a conta que não para de crescer. Parauapebas continua recebendo novos moradores e a demanda por saúde, educação e infraestrutura cresce em ritmo acelerado. Com menos recursos em caixa do que se tinha há dois anos, a prefeitura se vê diante da necessidade técnica de redimensionar sua estrutura.

O secretário de Finanças, Glauton Sousa, explica que a prioridade agora é a eficiência administrativa e a responsabilidade com o erário. “Os números levantados pela reportagem mostram a nossa realidade: estamos com uma receita mineral muito abaixo do patamar de 2024. Para garantir que a cidade continue funcionando e que os serviços essenciais cheguem à ponta, precisamos ser responsáveis. Isso significa, obrigatoriamente, enxugar gastos e adequar a máquina pública, incluindo a revisão da folha de pagamento, para que o custo do governo não engula a capacidade de investir na cidade”, afirmou o secretário.

Gestão com os “pés no chão”
Para o prefeito Aurélio Goiano, a transparência sobre a queda dos royalties é fundamental para que a população e os servidores entendam o momento de ajuste. O foco agora é garantir a sobrevivência financeira do município a longo prazo. “Nossa gestão não foge da verdade. O dinheiro que entra hoje não é o mesmo de tempos atrás. Se a receita caiu R$ 16 milhões em comparação a 2024, é meu dever como prefeito ajustar o tamanho do governo a essa nova realidade. Estamos trabalhando para enxugar a máquina e otimizar cada centavo. Esse ajuste na folha e nos custos fixos é o que vai garantir que o salário continue em dia e que não falte o básico para o nosso povo lá na frente”, destacou o prefeito.

Conclusão
O levantamento do Portal Pebinha de Açúcar reforça que o período de bonança desenfreada deu lugar a um tempo de austeridade. Com a arrecadação da CFEM ainda longe dos níveis históricos, o caminho para Parauapebas parece ser o da “mão firme” no controle das despesas, buscando uma estrutura administrativa mais leve, eficiente e condizente com o que o subsolo de Carajás oferece atualmente ao tesouro municipal.

Qual sua reação para esta matéria?
+1
0
+1
0
+1
0
+1
0
+1
0
+1
0

Leia mais

Deixe seu comentário