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Mãe busca ajuda para pagar tratamento para filho com doença rara em Curionópolis

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As redes sociais têm um efetivo serviço social quando se trata de solidariedade – isso é fato. Desesperada vendo seu filho sofrer com dores intensas e constantes na bexiga, foi através do Facebook que a mãe Antônia Soares de Meireles (conhecida por Cleuma), 34 anos, tomou coragem e faz apelos aos amigos e anônimos em prol do filho, o pequeno Walisson Soares de Meireles, de 10 anos. Tais apelos têm comovido inúmeros moradores de Curionópolis (PA) e de outras cidades das mais variadas regiões do Brasil.

Walisson em 2013. Foto: Arquivo Família.
Walisson em 2013. Foto: Arquivo Família.

Há dez anos, quando nascera, Walisson foi diagnosticado com malformações congênitas complexas e graves que atingiram órgãos delicados como a bexiga, a uretra, pênis, vesículas seminais e testículos. A complexa deformidade foi diagnosticada como extrofia hipospádia da bexiga congênita, para reverter o quadro clinico da criança foram realizadas nove cirurgias das mais variadas complexidades. A primeira intervenção cirúrgica foi em 2008, e a última em 2012.



A HIPOSPÁDIA

É uma malformação congênita que resulta de uma terminação da uretra numa localização anormal e qualquer da face inferior do pênis ou até do períneo. Clinicamente não manifesta maiores sintomas, somente uma alteração do jato urinário. É geralmente associado à curvatura peniana e pode resultar em infertilidade secundária à dificuldade de transporte do sêmen. É malformação frequente, acometendo 1 criança a cada 300 nascidas.


A EXTROFIA DE BEXIGA

É uma grave malformação de bexiga caracterizada pelo nascimento da criança sem a parede abdominal anterior abaixo do umbigo e também sem a parede anterior da bexiga urinária. Acompanham-se alterações como clitóris anormal, pênis de tamanho muito reduzido e malformado. Geralmente a vagina, o útero, a próstata, as vesículas seminais e os testículos são normais. Os ossos pélvicos são alterados pelo afastamento dos ossos pubianos. Esta severa doença congênita é tratada cirurgicamente nos primeiros anos de vida. Na fase de recém-nascida realiza-seo fechamento da bexiga. Entre 6 meses e 1 ano de vida a correção do defeito genital. Por fim, aos 3 a 5 anos de idade a reconstrução do colo da bexiga e da capacidade vesical com o objetivo de se obter a continência urinária. Acomete 1 criança a cada 40.000 nascidas e afeta 3 vezes mais as do sexo masculino.

 

O DRAMA DA FAMÍLIA

Antônia Soares, que mora em Curionópolis com os três filhos e o marido, está desempregada e usa o tempo disponível para cuidar da casa e dos filhos, principalmente de Walisson. Ela conta que recebe assistência financeira do Bolsa Família (Programa do Governo Federal) e que o filho acometido pela doença possui uma pensão de um salário mínimo (de R$ 788,00, até o último ano).

A mãe conta que recentemente fez alguns exames em Marabá (PA) e que foi confirmado um enorme cálculo (“nódulo”) no interior da bexiga de Walisson. Segundo a criança, nos últimos meses esse tem sido o principal motivo de ele sentir dores na região pélvica e abdominal.

Radiografia corrobora as dores da criança mostrando um enorme cálculo na bexiga e diagnostica agenesia do osso púbico. Foto: Reprodução/Facebook.
Radiografia corrobora as dores da criança mostrando um enorme cálculo na bexiga e diagnostica agenesia do osso púbico. Foto: Reprodução/Facebook.

Desesperada, a mãe busca ajuda nas redes sociais, através de amigos, familiares e desconhecidos para poder realizar uma cirurgia de remoção deste “nódulo” da bexiga da criança e sanar de vez as dores. “Não consigo mais ver meu filho nessa situação, ele não está mais aguentando mais de tanta dor“, conta a genitora. “Fomos numa clínica em Marabá e me orientaram a buscar algum médico especialista em urologia infantil, mas aqui em Curionópolis e muito menos na região vou conseguir por conta do caso ser muito raro e devido as outras cirurgias que ele já fez. Meu filho está sofrendo muito, não quero perder meu filho largado nesses hospitais daqui“, desabafou a mãe.

Walisson em 2013 após realizar nove cirurgias corretivas e profiláticas das malformações congênitas. Foto: Reprodução/Facebook.
Walisson em 2013 após realizar nove cirurgias corretivas e profiláticas das malformações congênitas. Foto: Reprodução/Facebook.

Antônia busca ajuda financeira para poder traçar um plano futuro em relação ao problema do filho. Algumas pessoas e amigos se ofereceram a ajudá-la no tratamento de Walisson, porém a mãe alega não ter condições de arcar com as passagens aéreas para ela e o filho – ela diz: “meu filho não consegue realizar uma viagem de ônibus por muito tempo. Sente muitas dores quando fica sentado“. Uma imagem postada em rede social pela mãe mostra que numa radiografia simples foi constatada agenesia (atrofia embrionária) do osso púbico, talvez esse problema tenha afetado nervos e tecidos do filho e assim o incômodo em permanecer sentado se agrave.

Antônia pôs a casa à venda na ansiedade de conseguir meios de realizar a cirurgia do filho. Segundo ela, a cirurgia através de um plano particular custa algo entre 10 e 15 mil reais. “Os médicos aconselham a buscar especialistas no caso em outros lugares, mas isso custa caro, alimentação, remédios, comida, exames, além da cirurgia“, desabafa – “estou pedindo ajuda caso alguém possa me orientar, não quero perder meu filho

Publicação da mãe em rede social. Foto: Reprodução/Facebook.
Publicação da mãe em rede social. Foto: Reprodução/Facebook.


SOLIDARIEDADE

Alguns moradores e amigos da família têm feito uma corrente nas redes sociais e aplicativos de mensagens para que mais pessoas ajudem essa família. Neste último domingo (10/01) foi realizada uma partida de futebol beneficente que arrecadou uma quantia em dinheiro para ajudar a família. Neste próximo final de semana espera-se que ocorra mais uma partida beneficente em prol do pequeno Walisson e que mais pessoas ajudem.

A mãe disponibilizou dados de sua conta bancária, telefone e endereço para quem quiser e puder ajudar:

Banco: Banco do Brasil
Nome: Antônia Soares de Meireles (Cleuma)
Agência: 4140-8
Conta: 16031-8

Endereço: Rua Ipê, nº 204-A, Centro, Curionópolis
Contato: (94) 99128-8730 – sem Whatsapp

Reportagem: Portal Revista 30

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